Neymar, a imprensa e o ‘guru da Copa’

A equipe de marketing que cuida da imagem de Neymar não perdeu tempo após o atacante ser escanteado na partida em que o Brasil venceu o Japão por 2 a 1, classificando-se para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Para evitar que o desprezo do treinador Ancelotti — que tentou amenizar a não utilização do atacante alegando que o “guardava” para a prorrogação — ou a humilhação de ter passado quase 45 minutos aquecendo, lembrando Jorge Mendonça em 1978, repercutissem em meio à comemoração, inventaram uma briga viral com o desimportante “guru da Copa”, que, por óbvio, não perdeu a oportunidade de aproveitar a situação.

Deu certo.

A imprensa, burra e conivente, em grande parte aderiu à pauta.

O fracasso, que seria manchete, tornou-se um parágrafo escondido — em alguns casos, nem isso — nas análises da Seleção Brasileira, enquanto o bate-boca virtual com o guru era discutido até em mesas-redondas.

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