A Copa de Bruno Guimarães

Não há dúvida de que Vinicius Junior é o principal jogador da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo.
É um craque.
Mas, logo atrás dele, há um atleta que vem sustentando o Brasil com regularidade, inteligência e protagonismo: Bruno Guimarães.
Contra o Japão, foi dele o passe que colocou Gabriel Martinelli em condições de marcar o gol da classificação.
Na fase de grupos, Bruno já havia servido Vini Jr. no duelo contra Marrocos e distribuído outras duas assistências diante da Escócia.
Agora, soma quatro passes para gol e lidera, de forma isolada, esse fundamento na Copa do Mundo, superando Michael Olise, da França, e Alexander Isak, da Suécia, ambos com três.
É um número que impressiona, mas, sozinho, não explica o tamanho de sua importância.
Bruno também foi o brasileiro que mais finalizou contra o Japão.
Das 19 conclusões da Seleção, quatro saíram de seus pés.
Participou da criação, da conclusão e ainda precisou assumir responsabilidades defensivas muito acima do habitual.
Isso porque Ancelotti optou, ao retirar Lucas Paquetá, por reforçar o ataque, deixando Bruno praticamente sozinho na organização do meio-campo.
Em diversos momentos, até Casemiro abandonava a posição para tentar decidir em bolas alçadas na área adversária.
Não por acaso, Bruno é o jogador brasileiro que mais correu nesta Copa, acumulando 44 quilômetros percorridos em apenas quatro partidas, segundo dados oficiais da FIFA.
É aquele tipo de atleta que raramente aparece nas manchetes com o mesmo destaque reservado aos atacantes.
Sua ausência, porém, é imediatamente percebida.
Se poucos, à exceção dos que acompanham os campeonatos europeus, conheciam a fundo o motorzinho brasileiro, agora, após esta Copa do Mundo, será difícil esquecê-lo.

