Diretoria do São Paulo foi conivente com as ameaças a Matheus Dória

Em mais um capítulo lamentável envolvendo a existência das facções “organizadas” que se travestem de torcedores no Brasil, o zagueiro Matheus Dória, ameaçado, rescindiu contrato com o São Paulo.
O clube foi absolutamente conivente com a situação.
Basta verificar o exemplo do Palmeiras, que mantém as portas do clube permanentemente fechadas para essa gente — mas não as arquibancadas, como deve ser.
Os bandidos entram e saem do CT tricolor, do Morumbi e de outros locais que deveriam ser exclusivos ao trabalho do São Paulo quando querem, da maneira que bem entendem.
Muitas vezes com a anuência da diretoria; em outras, sem qualquer atitude posterior de repreensão, boletim de ocorrência ou providência semelhante.
Os jogadores estão abandonados.
Se a razão fosse apenas medo, seria menos pior.
Mas existe, não apenas no Tricolor — a bem da verdade —, a utilização desses marginais pelos cartolas como se fossem guarda pretoriana da diretoria.
Dória fez bem em sair.
Outros deveriam fazer o mesmo para, quem sabe, iniciar um movimento de proteção coletiva dos jogadores.
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