Corinthians, Mauro’ Van Basten’ e a CBF

Sentindo-se prejudicado pela arbitragem no Brasileirão, o Corinthians decidiu reclamar formalmente à CBF.
Em regra, é jogar para a torcida.
Ainda assim, já que enviou um representante do clube ao Rio de Janeiro — quando poderia ter feito isso por simples ofício, economizando recursos tão escassos em Parque São Jorge —, seria desejável que o emissário ocupasse cargo relevante na gestão.
Para constrangimento geral da nação, quem conversou com a Casa Bandida foi o “observador técnico”, até então oficialmente tratado como “olheiro”, mas que, nas horas vagas, há alguns anos atua como negociador de atletas da Renovação e Transparência: Mauro “Van Basten”.
São conhecidas as limitações do enviado.
Se, mesmo com a presença de presidente, vice-presidente ou executivo de futebol, já seriam mínimas as chances de a CBF se sentir pressionada, diante de um funcionário subalterno alvinegro a possibilidade é nenhuma.
Os que deveriam estar lá preferiram as benesses de uma viagem internacional à Colômbia — excetuando-se Marcelo Paz, o único entre eles que, efetivamente, tinha função relacionada à Copa Libertadores.
