Mulheres reprovaram as contas do Corinthians e aprovaram novo estatuto

Na última semana, conselheiros preocupados em manter privilégios aprovaram as contas fraudadas do Corinthians, referentes ao exercício de 2025, e rejeitaram o texto-base do novo Estatuto.
Em sua grande maioria, homens.
Se fossem computados apenas os votos das mulheres, o destino do clube seria diferente — e melhor.
Entre os homens, 63,1% aprovaram o balanço financeiro, 36,3% reprovaram, com 0,6% de abstenção.
Em contrapartida, 71,4% das mulheres reprovaram, diante de 28,6% de aprovação.
Na votação do Estatuto, o panorama se repetiu.
62,6% dos homens foram contrários à reforma, contra 36,7% favoráveis e 0,7% de abstenção.
As mulheres aprovaram com 85,7%, com apenas 14,3% pela rejeição.
Não fosse o machismo predominante em Parque São Jorge, que impede o protagonismo feminino — salvo quando subordinado ao comando masculino —, talvez a situação política, moral, financeira e esportiva do Corinthians correspondesse, de fato, ao tamanho da agremiação.
Atualmente, assemelha-se ao esgoto em que foi transformado pelos ratos de sempre.
