Corinthians precisa investigar seu diretor jurídico

As decisões formalizadas na Assembleia de Cotistas do Arena Fundo FII, administrador do estádio de Itaquera, foram avalizadas pela rubrica “PS” — o que indica conferência — do diretor jurídico Pedro Soares.

Algumas, terríveis para o clube.

Destacamos:

A assembleia concedeu à administradora substituída quitação ampla, geral, irrevogável e irretratável, abrangendo todos os atos praticados até a data da transferência.

Os cotistas (Corinthians) renunciaram expressamente a qualquer direito de questionamento futuro, inclusive sobre fatos desconhecidos.

Todos os atos de gestão foram aprovados em bloco, sem análise individualizada.

As demonstrações financeiras de 2023, 2024 e 2025 — nenhuma delas auditada — não foram objeto de deliberação, o que significa que a troca de gestão ocorreu sem a mínima avaliação das contas.

Além dessas barbaridades, era obrigação de Soares perceber — se é que não sabia e se calou — que a troca de gestores era obra de ficção, mantendo-se, sob nova roupagem, a estrutura anterior.

O Corinthians foi lesado.

É obrigação dos conselheiros investigar Pedro Soares para que ele justifique as omissões, conivências e possíveis espertezas envolvidas na questão.

E, também, apurar quem mais sabia e avalizou o procedimento.

Vale lembrar que o presidente Osmar Stabile reuniu-se, extracampo, com as partes, e que a lealdade de Soares é com Paulo Garcia, dono da Kalunga, a quem, de fato, serve no Parque São Jorge.

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