MCG: o que comprova as OABs de Felipe Ezabella e do advogado do Corinthians?

Ontem, o Blog do Paulinho revelou detalhes do acerto entre o Centrão político do Corinthians, representado pelo esperto Felipe Ezabella, e o grupo de Paulo Garcia, dono da investigada Kalunga, para impedir a votação do Estatuto que poderia aprovar alterações relevantes, como o voto do Fiel Torcedor e a proibição da contratação de parentes de conselheiros.
Garcia quer continuar controlando o poder; o Centrão precisa manter cargos e empregos.
Relembre:
Paulo Garcia e Centrão se unem para evitar o voto do Fiel Torcedor no Corinthians –
Após a publicação, torcedores do Timão, nas redes sociais, atentaram-se a um detalhe curioso.
O advogado do Corinthians, Alex Costa Pereira (OAB/SP 182.585), e Felipe Ezabella (OAB/SP 182.591), adversários na disputa judicial — que acabaram se unindo ao longo do processo — pertencem à mesma geração da advocacia paulista, com inscrições praticamente sequenciais na Ordem, separadas por apenas seis números, o que indica ingresso simultâneo na profissão.
Ambos têm formação na Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP) e seguiram trajetória acadêmica na própria instituição: Ezabella com mestrado e doutorado em Direito Civil, e Alex com pós-graduação stricto sensu em Direito Processual Civil.
Tudo indica que estudaram juntos e mantiveram a amizade até o presente momento.
Além da evidência — que, se comprovada, seria gravíssima — de possível conluio entre advogados em detrimento da Justiça e, por consequência, do Corinthians, a ligação entre os dois joga luz sobre mais um, entre tantos, privilegiados do Centrão.
Alguém acredita que Alex estaria empregado no Corinthians se não fosse por ingerência de Ezabella?
Mas há mais.
O sócio de Alex é Juliano Di Pietro, que atua como advogado tributarista contratado pelo Corinthians — como terceirizado — desde a gestão Andrés Sanchez, da “Renovação e Transparência”.
A situação foi mantida por Duílio “do Bingo”, Augusto Melo e Osmar Stabile.
O discurso do Centrão, desde 2007, quando se apresentava como “Corinthianos Obsessivos”, era o de moralidade e austeridade.
A prática, porém, revela o desejo por cargos e empregos, se possível — como vem ocorrendo há vinte anos — fora dos holofotes, o que lhes garante transitar por todas as gestões, quaisquer que sejam, ainda que claramente prejudiciais ao Corinthians.
