Marginais da ‘Torcida Jovem’ do Santos serão presos a qualquer momento

O TJ-SP negou liminar em revisão criminal apresentada por Walter Fernando Machado, Erielton Johnny Tavares dos Santos, Gabriel Lombardi Renzo, Marcelo Alves Moreira, Thiago de Souza Martins, Thiago Luchini Vanderlei, Sebastião Márcio Batista da Silva e Gabriel Machado dos Santos, marginais ligados à ‘Torcida Jovem’ do Santos, condenados anteriormente pelo Juizado Especial Criminal do Anexo de Defesa do Torcedor da Comarca de São Paulo por roubo qualificado e associação criminosa.
As penas impostas giram, em regra, em torno de 6 anos e 4 meses de reclusão, em regime semiaberto, além de multas.
Parte dos réus — Erielton Johnny Tavares dos Santos, Gabriel Lombardi Renzo, Marcelo Alves Moreira, Thiago Luchini Vanderlei e Sebastião Márcio Batista da Silva — também recebeu pena adicional, posteriormente convertida em restrição de direitos, que os proíbe de frequentar imediações de estádios em jogos do Santos Futebol Clube por um ano.
Após terem recursos negados pela 10ª Câmara Criminal do TJ-SP e também insucesso no STJ, com trânsito em julgado da condenação, os condenados ingressaram com revisão criminal alegando nulidades no processo, como cerceamento de defesa, falhas na cadeia de custódia de provas digitais e violação ao juiz natural.
O relator Luis Augusto de Sampaio Arruda, no entanto, rejeitou o pedido liminar, destacando que a revisão criminal não tem efeito suspensivo automático e que não há, neste momento, indícios evidentes de ilegalidade que justifiquem a suspensão da execução da pena.
O magistrado determinou ainda a abertura de vista à Procuradoria-Geral de Justiça para manifestação.
Os marginais, portanto, serão presos a qualquer momento.
No dia 1º de junho de 2016, data em que Corinthians e Santos duelaram no estádio de Itaquera, estes indivíduos emboscaram torcedores do Corinthians na estação Penha do metrô.
Agressões, roubos e depredação do patrimônio público ocorreram.
Dez anos após, enfim, os culpados serão punidos.
