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Blog do Paulinho

Quem quer, de verdade, combater a corrupção no Corinthians?

Andres Sanches e Jaça

Ontem, 30 conselheiros do Corinthians protocolaram reclamação no Conselho de Ética alvinegro pedindo investigações contra o bicheiro Jaça, que comanda as categorias de base do clube – apesar de não possuir cargo formal, flagrado, nessa condição, pagando propina a corrupto dos Gaviões da Fiel em troca do silêncio da torcida.

Trata-se mais de um posicionamento político do que propriamente esperança de que a falcatrua seja punida em Parque São Jorge.

É obvio, diante do que se sabe sobre as relações pessoais entre investigadores e investigado, que nada acontecerá.

Estes conselheiros – e também os demais – nunca reclamaram do quão escandalosa é, independentemente do episódio do repasse de dinheiro, a simples ingerência de Jaça na base do clube.

Outro assunto que merece repúdio: ao pagar R$ 1,8 milhão mensal ao novo treinador, que sequer possui currículo para estar no Timão, a diretoria do Corinthians quase dobrou o valor do segundo colocado no ranking dos técnicos mais bem pagos do país.

Pela ordem: o Flamengo paga R$ 1 milhão mensal para seu profissional; Palmeiras e São Paulo R$ 800 mil cada.

Ou seja, Palmeiras e Flamengo, juntos, com títulos relevantes nas últimas temporadas, pagam o mesmo valor que o Corinthians acertou como salário de uma simples ‘promessa’.

É evidente que o treinador alvinegro não embolsa tudo o que é anunciado.

Possivelmente até cartolas devem dividir as diversas fatias deste bolo.

Vale lembrar: o agente do treinador é o iraniano Kia Joorabchian, notório comparsa de Andres Sanches, a quem quase todos beijam as mãos nos bastidores do Timão.

O Corinthians, há mais de uma década, é meio de enriquecimento de poucos e de sobrevivência de muitos, a custo do empobrecimento da agremiação.

Todos sabem quem rouba e quem é roubado em Parque São Jorge.

Entre os ladrões, há de tudo um pouco, inclusive quem teria por ofício sentenciar essa gente.

Se os tais 30 conselheiros, além dos demais, de fato quiserem mudar as coisas em Parque São Jorge, não apenas posicionarem-se politicamente, o caminho, sabem bem, não é pelo enlameado expediente interno do alvinegro, mas pela sequência Boletim de Ocorrência, inquérito policial e, se possível, divulgação pública dos trabalhos e descobertas.

Em vez de bajular o presidente, questioná-lo: ‘do que o senhor sobrevive?’, já seria um bom começo.

Duílio Monteiro Alves, apesar de não receber salários no Corinthians, está desempregado, com bens e contas bloqueadas, mas ostenta dinheiro e conta em paraíso fiscal, sem que seja confrontado sobre a óbvia origem de tudo isso.

O silêncio, a falta de ímpeto em agir ou as reclamações (internas) que, todos sabem, em nada resultarão, parecem método dos que preferem não mexer em vespeiro para que, se ocuparem o poder em algum momento, não sejam vítimas de investigações semelhantes.

Poder, apenas isso.

O futuro do Corinthians, endividado e quase insolvente, seria apenas um detalhe.

Preocupação apenas dos que, fora do Parque São Jorge, nas mais diversas regiões do planeta, dariam um rim para ajudar o clube de coração.

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