Demissão de Filipe Luiz evidencia que o Flamengo é um gigante sob risco

O Flamengo demitiu Filipe Luís pouco após renovar seu contrato, gerando prejuízo ao clube de, no mínimo, R$ 6 milhões (multa contratual), além de outras obrigações.

A diretoria não suportou a pressão das redes sociais após o clube perder as finais de duas copas insignificantes no início da temporada.

É fato que a equipe não vinha jogando bem, mas o histórico anterior do trabalho do treinador — com cinco títulos conquistados e 63 vitórias em 101 jogos — foi, de maneira amadora, ignorado.

O timing da dispensa, após o êxito por oito a zero diante do Madureira na semifinal do Carioquinha, por óbvio, não foi adequado.

Esse preâmbulo serve para exemplificar ao flamenguista que a profissionalização do clube, conquistada a duras penas em gestões anteriores, está sendo jogada no ralo por BAP e seus companheiros.

Basta verificar, antes mesmo da demissão de Filipe, o dinheiro gasto no apenas mediano Paquetá, que não servirá para qualificação técnica relevante do elenco nem poderá ser recuperado, em razão da idade do jogador, em transações futuras.

Neste instante, erro após erro, o Flamengo é um gigante sob risco.

Administrado por quem não possui a capacidade nem a condição emocional necessárias para agir com profissionalismo à frente da emoção.

Falta também coragem para ignorar a repercussão da internet — que, por vezes, reflete o desejo de um nicho específico ou a movimentação daqueles que investem pesado em influenciadores pagos para infernizar o ambiente.

Este, definitivamente, não é o caminho a ser seguido.

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