O STJD nunca foi sério

Não surpreende que um membro do STJD tenha pedido vistas em meio ao extenso julgamento de Bruno Henrique, embora o país inteiro conheça em detalhes o processo.

Tratou-se, evidentemente, de uma decisão política — ou financeira.

Não foi, por óbvio, uma medida amparada nos fatos ou na legislação, embora o auditor tenha se valido da formalidade jurídica para justificar a manobra.

O STJD jamais foi sério, em nenhuma época.

Muito pelo contrário.

Ali, reúne-se a nata da imoralidade jurídica esportiva: alguns movidos por vaidade, outros por razões inconfessáveis.

Desta vez, o beneficiado foi o Flamengo — talvez porque assim interesse à CBF, que é quem, afinal, mantém os privilégios dos auditores.

Em breve, serão outros.

Hoje o Palmeiras reclama do Tribunal, enquanto Bruno Henrique, flagrado na manipulação de resultado, continua liberado, e o jovem Allan segue suspenso.

Mas não tem coragem de se contrapor à Casa Bandida — da qual sua presidente, ao que tudo indica, sonha ser mandatária.

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