Futebol do Corinthians será tocado pela ‘velha-guarda’ de Augusto Melo

Ontem, após algum tempo de fritura, o agente de jogadores Augusto Melo, presidente do Corinthians, consumou a traição a Rubens Gomes, retirando-lhe, após quatro meses, o cargo de Diretor de Futebol.
Rubão carregou o cartola nas costas, financeira e politicamente, por longos seis anos, o que revela a medida do caráter do mandatário.
A briga começou no ‘chapéu’ do comissionamento da ‘Vai De Bet’ – R$ 25 milhões depositados em conta ligada ao Superintendente de Marketing, seguindo até o desligamento oficial da diretoria, mas não tem prazo, nos bastidores, para terminar.
Quem ocupará o poder no futebol?
Ontem, em entrevista sobre combate do clube ao racismo, Augusto Melo, que tratava a cozinheira no Barbarense como ‘gorda negrona’, disse que o cargo não será preenchido.
O futebol, segundo o Presidente, será administrado por ele próprio, pelo executivo Fabinho Soldado e o diretor adjunto Fernando Alba, um dos líderes do Centrão.
Não é exatamente a verdade.
Caberá a outro trio, que comanda, efetivamente, a diretoria, a gestão dos negócios.
São eles: Augusto Melo, Marcos Boccatto – empresário de jogadores que controla o suspeito Água Santa, de Diadema, e Vinicius Cascone, advogado pessoal do Presidente, que ocupa a Secretaria executiva do clube.
Nada ocorrerá sem a anuência dos três.
Eles compõem a velha guarda de Melo, associada ao cartola desde os tempos de espertezas no bairro do Brás e de compras suspeitas de terrenos, passando pelas categorias de base do clube, Barbarense e demais transações.
O erro de Rubão foi achar que, por conseguir dinheiro e votos para Augusto, seria tratado como igual entre os pares, quando desde sempre era traído, conforme demostram áudios de conversas entre as partes publicados por este Blog do Paulinho.
O clube não terá problemas, ao menos por enquanto, com Fabinho Soldado, que é mero ‘office-boy’ de luxo da diretoria, utilizado para enganar a imprensa, sem poder algum de decisão.
Trata-se de ‘operário’, empossado ‘executivo’ – cargo que nunca ocupou anteriormente – satisfeito com os R$ 200 mil mensais em sua conta.
Augusto, porém, terá que negociar com Fernando Alba.
Como justificar a um adjunto que, com a vacância da diretoria principal, ele não será, naturalmente, alçado ao cargo?
Adjunto de ninguém?
Somente a ‘satisfação’ dos desejos do cartola – viciado em ‘abóbora$’, poderá suplantar o ego, tornando-o submisso ao trio de comando.
Acertados, o apoio político do Centrão estará garantido.
O futebol do Corinthians, porém, seguirá condenado.
A saída de Rubão não mudará os rumos da gestão, tocada pelos mesmos de sempre, agora com uma boca a menos a alimentar.
Confira abaixo a reveladora Nota Oficial de Rubão após ser ‘saído’ da Diretoria de Futebol:

