O que significa um Corinthians com Augusto Melo e Tuma Junior nos poderes?

Ontem (01), o ex-policial Romeu Tuma Junior elegeu-se presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians ao derrotar o médico Jorge ‘Totó’ Kalil por 165 a 109.
Desta vez os eleitores eram conselheiros.
A diferença indica que Kalil recebeu, em retribuição, as traições que protagonizou durante toda a sua vida política em Parque São Jorge.
Desde Dualib, passando por Paulo Garcia – o que lhe originou o apelido, Andres, Roberto Andrade – a quem tentou derrubar e, por fim, André Negão.
Em tese, Totó entraria no pleito com 100 votos (das quatro chapas), o que, se confirmado, teria gerado, no restante dos votos, apenas nove pessoas em mais de uma centena de conselheiros vitalícios.
Houve, por óbvio, o boicote.
Do outro lado, a máquina nas mãos de quem distribui as benesses, que apoiava Tuma Junior, impactou na votação dos ‘indecisos’.
Cooptou, também, ‘ex-opositores’ sedentos por cargos e favores.
Venceu o pior, ainda que o adversário fosse péssimo.
O clube agora tem mitômanos notórios em seus poderes mais relevantes.
Esta composição, diante do histórico de Augusto e Tuma, tende a gerar grandes possibilidades de negócios.
Uma amarração que precisará ser constantemente cultivada.
Serão três anos – se não houver impeachment, em que o Corinthians viverá um ambiente de bomba-relógio permanente, com o pino de segurança amparado nos interesses políticos, e comerciais, dos envolvidos.
