Irã terá a maior torcida da Copa do Mundo

Ontem, dando sequência aos atos discriminatórios e incivilizados que atingem de morte a essência da Copa do Mundo nos EUA — com a conivência de uma FIFA de cócoras —, o governo Trump determinou que o Irã não poderá ter torcedores presentes ao torneio.

Os ingressos vendidos a iranianos foram cancelados, e a cota remanescente retirada de circulação.

Quem comprou perderá o dinheiro investido, ainda que possua visto americano.

A seleção do Irã já vinha sendo alvo de constrangimentos anteriores.

Embora dispute partidas da fase de grupos em Los Angeles e Seattle, foi obrigada a estabelecer sua base de preparação no México.

Com isso, jogadores e integrantes da delegação precisarão cruzar a fronteira norte-americana a cada compromisso, submetendo-se repetidamente aos procedimentos migratórios e à possibilidade de novos episódios de restrição ou tratamento hostil.

Trata-se de um escândalo sem precedentes.

Mas inútil.

Não há dúvida de que, diante dos fatos expostos, a maior parte do planeta civilizado torcerá pelo Irã na Copa do Mundo, seja entre aqueles que estiverem presentes nos estádios sem vínculo com os países em disputa, ou entre os que acompanharão o torneio pela televisão, pelas redes sociais ou por quaisquer outros meios.

Da mesma forma, a rejeição à seleção dos EUA, contaminada pela imagem do nazista que governa o país, tende a ser ainda maior do que a tradicional antipatia que já desperta em parte do público mundial.

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1 Comentário

  1. Sinceramente é uma análise tola. Trump preside um país que dá asilo a perseguidos. Irã mata mulheres por nada. E as feias da pt / psol etc nem falam nada.

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