O racista Chilavert e as emissoras que o acolhem

Chilavert foi um dos goleiros mais conhecidos da história; não necessariamente um dos melhores.

Fora dos gramados tem se notabilizado por discursos alinhados à extrema direita.

Recentemente, publicou ataques à imigração, elogios ao presidente argentino Javier Milei e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

O que, por si, é indicador de seu caráter.

Em 2024, ofendeu o brasileiro Vinicius Júnior com um insulto homofóbico, após o atacante denunciar o racismo que sofre na Espanha.

Agora, voltou a falar uma bobagem.

Desta vez, criminosa.

Ao afirmar que o Paraguai enfrentaria uma “seleção da África”, em referência à França, Chilavert negou a identidade nacional de jogadores franceses em razão de suas origens familiares e da cor de sua pele.

Racismo em sua essência.

Chilavert, para tristeza dos que torceram por ele, revela, a cada declaração, quem realmente é fora dos gramados.

Tão grave quanto sua conduta é a dos veículos de comunicação que, por audiência, lhe oferecem espaço para propagar preconceitos, amplificando discursos que acabam por incentivar outras pessoas a reproduzir esse mesmo tipo de comportamento.

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