Magistrados do Corinthians se dão mal ao tentarem impedir assembleia do Estatuto

Imagem: IA

A 3ª Vara Cível do Tatuapé rejeitou o pedido de liminar formulado pelos desembargadores Ademir de Carvalho Benedito e Guilherme Gonçalves Strenger, coadjuvados pelo ex-presidente do Conselho Deliberativo, Alexandre Husni — que, há alguns anos, confessou ter intermediado compra de sentença —, por meio do qual tentavam suspender a Assembleia Geral Extraordinária do Corinthians, marcada para 20 de junho de 2026, destinada a deliberar sobre a reforma do Estatuto Social do clube.

Todos são integrantes do grupo Renovação e Transparência.

A ação parece uma espécie de “tabelinha” com a proposta pelo esperto Felipe Ezabella, representante do Centrão, que, anos atrás, circulou pelo mesmo grupo.

Ezabella foi diretor de Esportes Terrestres durante a gestão de Andrés Sanchez.

Temas como a ampliação do colégio eleitoral — que reduziria o controle de determinados grupos sobre os votos — e a proibição da contratação de parentes de conselheiros, passíveis de aprovação na Assembleia, apavoram boa parte dos dirigentes alvinegros.

Benedito, por exemplo, mantém o filho trabalhando há anos nas categorias de base do Corinthians.

Os autores alegavam que o texto-base da reforma estatutária havia sido rejeitado pelo Conselho Deliberativo e que, por essa razão, o presidente do órgão, Leonardo Pantaleão, não poderia encaminhá-lo para votação dos associados.

Ao analisar o caso, o magistrado reafirmou entendimento já adotado em decisão anterior, segundo o qual a Assembleia Geral é o órgão máximo e soberano da associação.

Para o juízo, o requisito estatutário necessário foi cumprido quando o Conselho Deliberativo reconheceu, em 24 de novembro de 2025, a necessidade de reforma do Estatuto.

Divergências internas ou mesmo a rejeição do texto-base pelo Conselho Deliberativo ou pelo Conselho de Orientação não impedem que a matéria seja submetida à deliberação final dos associados.

O juiz ressaltou que o projeto foi amplamente debatido, com a realização de 11 audiências públicas, além da emissão de pareceres pelos órgãos internos competentes.

Também foi afastada a tese de irregularidade na convocação da Assembleia, uma vez que tal atribuição é prerrogativa do presidente do Conselho Deliberativo, independentemente da aprovação da maioria dos conselheiros.

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1 Comentário

  1. É fiel quando a senhora mexe naquilo que é deles todos querem se manifestar pra não perder a mamada ou seja quem eles colocaram lá dentro só pra se beneficiar infelizmente quem sofre com tdo isso é nós torcedores e o clube em geral 😡😡😡

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