Jovem Pan em liquidação

Sem dinheiro do Governo, desmonetizada no YouTube e com grande fuga de patrocinadores, a Jovem Pan não possui liquidez para honrar os compromissos mensais.
Nem mesmo as demissões recentes, dos que recebiam maiores salários, foi suficiente para estancar a sangria.
A cada dia, uma fonte de renda se desfaz e raros são os novos negócios.
Desesperada, a Pan tenta, na Justiça, reverter o bloqueio de monetização, mas, ainda assim, a queda de audiência, que se acentua, impactaria no que a emissora estava habituada a receber.
Poucas apostas foram tão irresponsáveis como a de Tutinha, o ‘capitão’ da barca que afunda.
O empresário trocou o jornalismo sério, ao qual a Jovem Pan se dedicou por décadas, pela submissão absoluta ao projeto de poder do bolsonarismo.
Enxergava, na manobra, atalho a expansão da rádio para a sonhada rede de tv e também domínio no streaming.
Objetivo conquistado, o que era previsto para durar décadas esvaiu-se após quatro anos, no dia seguinte à derrota de Bolsonaro.
Desde então, a sobrevivência da Pan está nas mãos da justiça.
Se a monetização for retomada, a emissora talvez consiga manter parte do que amealhou, embora com bem menos possibilidade de investimentos.
A cada mês de indecisão, demissões ocorrerão, anúncios serão vendidos com enorme desconto e, não seria impossível, parte do equipamento, caríssimo, da tv, entrará em leilão para manter o que, eventualmente, sobrar do lugar.
