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Blog do Paulinho

A ética de Dorival Junior e a ‘estranha’ incompetência do Flamengo

Dorival Junior e Lucas Lima

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Desde segunda-feira (06), Dorival Junior já estaria apalavrado com a diretoria do Flamengo para substituir Paulo Sousa, que embolsará quase R$ 9 milhões somando-se as duas rescisões contratuais obtidas em poucos meses.

É pouco provável que receba o dinheiro sem sócios.

Tratar a diretoria do Flamengo simplesmente com a adjetivação de ‘incompetência’ é tudo o que essa gente bem esperta quer para ocultar manobras bem mais inteligentes, típica de quem sempre se deu bem no âmbito privado dos negócios.

Não tem bobo na gestão rubronegra, desde o presidente ligado ao notório golpista Eike Batista e, convenientemente, ao Presidente ou Presidenta da República de ocasião, até o diretor de futebol Marcos Braz, que alguns agentes de jogadores, em conversa com o Blog do Paulinho, trataram, assim como fizeram com Andres Sanches, ex-presidente do Corinthians, pela alcunha ‘taxinha’.

Alguma razão deve haver para a ‘homenagem’.

Dorival não é conhecido pela burrice.

O treinador, que chutou a ética para escanteio ao negociar com o rubronegro bem antes da demissão do colega de profissão, o tem feito também, ao longo da carreira, na relação explícita que possui, familiar e profissional, com o agente de jogadores Edson Khodor.

Dorival Junior e Valéria Khodor

Há anos atletas intermediados pelo cunhado – Dorival é casado com Valéria Khodor Silvestre, irmã do empresário – firmam contratos com os clubes dirigidos pelo parente, que também integra o ‘cast’ da empresa.

Aliás, é o único treinador agenciado pela Khodor.

Quando Dorival esteve no Santos, Leandro Donizetti e Lucas Lima eram ‘administrados’ por Edson Khodor.

Na base, a empresa agenciava outros cinco atletas: Gustavo, Daniel Ribeiro, Gregore, Gabriel Bonet e Fabrício Daniel

Após algum tempo, Lucas Lima rompeu com o empresário.

Processado pela Khodor, em sua manifestação de defesa, o meia declarou:

“Alega que a Khodor conduziu sua carreira de maneira nebulosa, compartilhando direitos e apropriando-se indevidamente de valores, bem como causando ônus fiscais ao autor e negociando a remuneração do requerente conforme sua exclusiva conveniência”

Noutros trabalhos de Dorival Junior, esse tipo de relação se repetiu.

Inclusive no contrato mais recente, com o Ceará, em que a Khodor é gestora do jogador Bruno Pacheco.

Em 2019, Dorival processou o Flamengo, após sair brigado com o goleiro Diego Alves e com o presidente Landim, que, recém eleito, não o queria para o cargo que acaba de contratá-lo.

R$ 13 milhões foi a pedida.

Resta saber em que ‘termos’ esse dinheiro será diluído no novo vínculo.

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