Carol, Bárbara e os bolsominions

Carol Solberg e Bárbara Seixas sagraram-se, ontem, campeões brasileiras de vôlei de praia, após vitória sobre Carol Horta/Ana Patrícia por 2 sets a 0.

Uma conquista carregada de simbolismos.

Marcada pela perseguição política, inclusive no âmbito desportivo, após pronunciar-se em rede nacional à favor da Democracia e contra o presidente que infelicita o país, Solberg se viu difamada pela rede de mentiras bolsonarista.

Dentre as inverdades estavam afirmações de que a atleta “não ganhava nada’ e que, por isso, teria procurado holofotes.

A conquista, de extrema relevância, apesar de desnecessária para provar qualquer coisa – o talento e caráter da jogadora são notórios – serviu para frustação dos bolsominions, que agora terão trabalho para apagar das redes sociais as bobagens proferidas.

Com a coragem habitual, Carol comemorou o título denunciando nova censura do sistema, mas, na liberdade de seu espaço, gritando novamente:

“Hoje não teve entrevista. Tiraram isso da gente para evitar manifestações. Mas aqui meu microfone tá aberto: FORA BOLSONARO!!!!!!!!”

É tanto orgulho que, se possível fosse, tomaria emprestado o coração da mãe, a também excepcional ex-jogadora de vôlei Isabel, para sentir a emoção que ela, certamente, nunca conseguirá descrever.

O Brasil é de gente como Carol e Bárbara.

Os que hoje infelicitam a nação serão, em breve, capítulos de livros históricos que retrarão tempos sombrios, a serem lidos pelos próprios, talvez, no ambiente de seus cumprimentos de pena por crimes contra a humanidade.

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