São Paulo enganou Daniel Alves, que aguentou até o limite da paciência

Chegou ao fim o casamento entre Daniel Alves e São Paulo, uma união mal planejada, em que o jogador foi escandalosamente enganado pelo clube.
A promessa inicial era de pagar salário de, no mínimo, R$ 1,5 milhão mensal, com direito, ainda, a bônus por desempenho.
Para isso, o Tricolor garantiu a Alves que estaria com parceiros ‘engatilhados’ para ajudarem na viabilização da oferta.
Era tudo mentira.
Os cartolas se aproveitaram, politicamente, do desejo de Alves em encerrar a carreira no clube de coração e, tudo indica, maliciosamente, sabedores da inexistência de possibilidade de cumprimento do acordo.
O plano era, ao que parece, constrange-lo, por conta do discurso, da demonstração de desejos e da repercussão midiática – auxiliados pelas inocentes úteis das redes sociais – a receber menos, jogando o restante da dívida para gestores futuros.
Ainda assim, a ser cobrada na Justiça.
É descabido, nesse caso, o comentário de que, por ser são-paulino , Daniel Alves, o milionário, deveria empurrar esse problema com a barriga e receber o dinheiro, parceladamente, depois.
Nada justifica a enganação, que, por óbvio, quebrou a confiança e o clima de trabalho com a cartolagem.
Ainda assim, Alves, dentro das limitações óbvias da idade, jogou o que pode e, dentro de campo, não deixou a sacanagem influenciar no desempenho.
Impossível render mais diante de um conjunto de jogadores, se tanto, mediano.
Ao final, nitidamente de ‘saco cheio’, Alves chutou o balde, fez declarações públicas de descontentamento e até, lamentavelmente, de apoio ao Genocida que infelicita o Planalto, o que diz muito sobre ignorância, mas não lhe tira a razão no caso específico do Tricolor.
O São Paulo errou com o jogador e lhe deve quase R$ 25 milhões – se não mais, bem distantes dos R$ 10 milhões sugeridos pela diretoria – outra mentira -, que serão ampliados, e talvez até dobrados, em ação judicial que está por vir.
Sem dúvida, o pior negócio da história Tricolor.
