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Caso Bruno: mandante ou cúmplice, não há defesa possível

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

“Após encantar o clube mais popular do país, goleiro viu abertas as portas da impunidade e da atrocidade”

Bruno Fernandes das Dores de Souza, o mineiro goleiro do Galo, quase do Corinthians e ídolo do Flamengo, poderia ter sido apenas de Souza, ou da Silva, um brasileiro qualquer.

Poderia também ter virado Bruno Fernandes, goleiro na Europa, dos grandes.

Condenado, é apenas um presidiário, não mais com a camisa 1, mas com um número qualquer no uniforme, Bruno das Dores.

Assim que atingiu os 21 anos, em 2005, num lance de sorte, Bruno assumiu o posto no Galo porque o titular se machucou e o reserva imediato estava numa seleção brasileira das categorias de base.

Fez tanto sucesso no Atlético Mineiro que o Corinthians o quis, em negociação que não deu certo porque, nestas alturas, Bruno já era ligado à MSI, triste sigla irrigada por dinheiro da máfia russa que, antes de o goleiro ser personagem das páginas policiais, fez do Corinthians protagonista delas.

Acabou no clube mais popular do país e no Flamengo voltou a ter a fortuna de ver o principal goleiro se machucar para se tornar o titular e encantar o Maracanã, em 2006.

Daí em diante foi só alegria.

Pegador de pênaltis, acabou como maior responsável pelo títulos cariocas de 2007 e 2009 no tricampeonato estadual do Flamengo, ao defender cobranças botafoguenses tanto no tempo normal do jogo como nas cobranças para decidir os torneios.

Como Rogério Ceni, deu ainda para marcar gols de pênaltis e faltas, maior goleiro-artilheiro da história rubro-negra.

SENHOR DA GRANDE ÁREA

Bruno era Deus, nada de ruim poderia acontecer a ele, as portas da impunidade estavam abertas e, com elas, as da atrocidade -assassinato a sangue frio, esquartejamento, restos mortais servidos aos cães.

São misteriosos os caminhos escolhidos pelos seres humanos.

Entre pagar uma pensão alimentícia suportabilíssima para um profissional do seu nível, Bruno preferiu se livrar de Eliza Samudio.

Tenha sido o assassino direto, o mandante ou cúmplice, pouco importa. Em nenhuma hipótese a defesa é possível.

O senhor da grande área será apenas mais um numa das pequenas celas dos presídios brasileiros.

Nunca mais as tardes ensolaradas do Maracanã, as noites enluaradas do Mineirão. Só o sol quadrado, o apagar cedo das luzes na penitenciária.

O significado do nome de Bruno talvez seja uma pista para tentar entender sua personalidade controversa.

Tomado como de origem germânica, Bruno pode significar luminoso, brilhante -o goleiro.

Se a escolha for pela origem latina, também significa escuro -o bandido.

Nota do Blog: além das barbaridades descritas, Bruno, segundo a sentença que o condenou, amparada em investigação policial, era chefe do narcotráfico no interior de Minas Gerais, fato que por si demonstra sua triste personalidade.

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