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Campos Machado (PTB) defende Marin em discurso abominável

No último dia 4 de março, o BLOG do JUCA reproduziu matéria do BLOG do PERRONE, dando conta de que dois deputados Carlos Giannazi (PSOL) e Ramalho da Construção (PSDB) apoiaram em sessão o abaixo-assinado criado por Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, morto durante a ditadura militar, que exige a saída de José Maria Marin da CBF.

http://blogdojuca.uol.com.br/2013/03/dois-deputados-pediram-a-saida-de-marin/

Giannazi foi o mais incisivo, tratando Marin como ladrão, assim como fez, esta semana, o deputado Romário.

A reação do deputado do PSOL, além de natural pela gravidade dos fatos amplamente conhecidos pelo público, foi abastecida pela indignação ao escutar depoimento de defesa ao cartola, declamado pelo também parlamentar, Campos Machado (PTB).

Discurso absolutamente deplorável, em que justifica a ação do atual presidente da CBF em defesa da ditadura, insultando ainda o filho de Vlado, Ivo Herzog, e sua iniciativa contra o dirigente.

Trata-o ainda como “vingativo” e “covarde”, provavelmente, segundo explica a psicologia, em ação de projeção dos próprios defeitos do deputado em pessoas de ideias e atitudes exatamente opostas às do próprio parlamentar.

Um discurso que seria aplaudido de pé, nos anos 70, pelos “amigos” e simpatizantes da causa exaltada por Campos Machado e seus semelhantes, mas que, em tempos democráticos, soa pior do que deplorável.

Tome um DRAMIN antes, e confira, abaixo, a íntegra do pronunciamento:

“Nobre Deputado Barros Munhoz, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, tenho dois orgulhos que quero ressaltar nesta tarde.

Tenho orgulho de ser amigo de um ex-deputado desta Casa, ex-vice-governador, ex-governador e hoje presidente da Confederação Brasileira de Futebol: José Maria Marin.

Tenho um outro orgulho, o de saber que ele é Presidente de Honra do Departamento de Esportes do nosso Partido.

Mais do que isso: é um homem de renome nacional e, agora, internacional.

Quando o Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo em 2014, um evento que vai ser visto por mais de dois bilhões de pessoas, sou surpreendido por uma notícia na coluna da Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

O que leio na coluna de Mônica Bergamo?

Ivo Herzog, filho do falecido jornalista Vladimir Herzog, decidiu organizar uma manifestação com 6 mil pessoas com a finalidade de afastar, da Presidência da CBF, José Maria Marin.

Refere-se a um pronunciamento feito em aparte – vejam como a vingança e, às vezes até, a covardia correm no sangue do passado.

Em 1975, neste plenário, nesta Casa, o Deputado Wadih Helu fazia um pronunciamento em que criticava a TV Cultura, porque a TV Cultura, segundo o colunista Cláudio Marques, só passava cenas de miséria e de fome e que era composta dos chamados esquerdistas – quando falo de esquerdistas, eu me lembro de Vanderlei Luxemburgo, Felipão, Muricy Ramalho, uma linguagem antiga, isso é coisa de 150 anos atrás – E o que fez o então Deputado José Maria Marin?

Fez um aparte ao discurso do Deputado Wadih Helu, onde dizia:

“Nobre Deputado Wadih Helu, realmente o assunto levantado por V. Exa,, desta tribuna, deve merecer uma atenção toda especial, não só desta Casa, mas, principalmente, por parte do Sr. Secretário de Cultura do Estado e por parte do Sr. Governador do Estado.

Sem adentrar no mérito da questão, causa-me estranheza quando os órgãos de imprensa do nosso Estado, de há muito tempo, vêm levantando esse problema, pedindo providências aos órgãos competentes com o que está acontecendo com o Canal 2 e não verificamos, pelo menos, nenhuma palavra de esclarecimento.

Já não se trata de divulgar o que é bom e deixar de divulgar aquilo que é mau, mas trata-se da intranquilidade que já toma conta de São Paulo, um assunto que não é comentado apenas desta tribuna, que não é comentado apenas nos meios políticos, mas é assunto comentado em quase todos os lares de São Paulo.

Neste aparte, nobre Deputado Wadih Helu, quero chamar a atenção do Sr. Secretário de Cultura do Estado de São Paulo e do Sr. Governador para que venham a público esclarecer definitivamente essas denúncias que estão sendo levantadas pela imprensa de São Paulo e de forma particular e corajosa pelo jornalista Cláudio Marques.

Se a maioria dessas denúncias está sendo levantada pelos vários jornais de São Paulo, basta um simples exame desse problema para verificar que não só o jornalista citado desta tribuna vem verificando os fatos negativos, pois não se vê nada de positivo, apresenta apenas miséria, apresenta problemas, mas não apresenta soluções.

Nessas condições, congratulamo-nos com V. Exa. pela oportunidade em levantar este problema e quero daqui, neste ligeiro aparte, fazer um apelo ao Sr. Governador do Estado: ou o jornalista está errado ou então o jornalista está certo.

O que não pode continuar é essa omissão tanto por parte do Sr. Secretário de Cultura, como do Sr. Governador. É preciso mais do que nunca uma providência, a fim de que a tranquilidade volte a reinar não só nesta Casa, mas, principalmente, nos lares paulistanos.”

Por esta posição, entendeu o Sr. Ivo Herzog de organizar uma outra manifestação em frente à casa de José Maria Marin, há poucos dias, dizendo que ele havia feito um discurso a favor da ditadura há 40 anos atrás.

Vejam a sede de vingança.

Vejam a grosseria, a estupidez.

Nós vamos, num momento desses, na iminência do maior acontecimento esportivo deste universo, criar entraves morais para o presidente da CBF, que é paulista ?

Nós vamos fazer com que o Brasil seja motivo de galhofa no exterior?

O que pretende o Sr. Ivo Herzog?

O que pretendem esses manifestantes, que não tendo o que fazer, vão à casa de um homem de bem, que apenas usou seu direito parlamentar de formular um aparte, e, nesse aparte, ele simplesmente defendeu que se fizesse uma apuração dos fatos ?

E até agora, tais manifestantes colheram 5000 assinaturas; e sabe, Deputado Barros Munhoz, é na coluna Mônica Bergamo mesmo.

Ou onde pensa que vão a Bancada do Partido dos Trabalhadores, do PSOL e do PCdoB ?

É ali mesmo.

Na Sonia Racy, por exemplo.

Para que ir a outras páginas dos jornais?

Vão à coluna Mônica Bergamo manifestar esse grande movimento que vai acabar com a fome, vai acabar com a miséria.

Esta é a manifestação dos chamados “esquerdistas”…

Que é ser esquerdista, Deputado Barros Munhoz?

Quem sabe aqui o que é ser esquerdista?

É ponta esquerda de um time de futebol?

Por isso, quero dizer aqui, desta tribuna, lugar sagrado desta Casa, ao nobre Presidente José Maria Marin, ex-Governador do Estado: V. Exa. está acima dessas questiúnculas, estúpidas, grosseiras, primárias, rasteiras que só visam denegrir o esporte nacional.

Pelo jeito devo voltar, mais tarde, aos microfones, pois o Deputado Carlos Giannazi, do PSOL, aproxima-se dele, para defender a bandeira desses 5.000, que não tem coisas mais importantes a fazer, do que procurar denegrir um homem de bem, como o Presidente da CBF, José Maria Marin.

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