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No STJ, Mustafá Contursi restabelece a verdade contra o casal Crefisa (com documentos)

Ontem, o ex-presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, confirmou, no STJ, vitória obtida no TJ-SP, desmascarando inverdades contadas pelo casal Crefisa, que almeja o poder do clube.

Por três votos a dois, os desembargadores negaram recurso de José Roberto Lamacchia, marido de Madame Leila Pereira.

A dupla cobrava-lhe R$ 430 mil de suposto empréstimo concedido ao ‘Sindicato do Futebol’, do qual o cartola é mandatário.

O Blog do Paulinho teve acesso à documentação exposta por Mustafá em sua defesa, realizada pelo advogado Ailton Soares de Oliveira, demonstrando que, de fato, tratou-se de uma doação.

À época, Leila e Lamacchia precisavam do cartola para, indevidamente, confirmarem tempo de associados que, efetivamente, não possuíam, fato que gerou duas subsequentes eleições ao Conselho e posterior candidatura presidencial.

A cronologia foi a seguinte:

  • janeiro de 2015: a Crefisa assina contrato de patrocínio com o Palmeiras;
  • 16 de julho de 2015: Leila Pereira e José Roberto Lamacchia adquirem título familiar do Palmeiras (o único registrado em nome deles na secretaria do clube);
  • 22 de fevereiro de 2016: objetivando iniciar caminhada à presidência alviverde, os donos da Crefisa recebem, de Mustafá Contursi, documento (protocolado no dia 23) dando conta de que, em seu período como gestor do Verdão, testemunhou, em 19 de dezembro de 1996, a associação do casal ao clube, alegando ‘erro de processamento’ para ausência de dados no sistema, embora não se tenha notícia de outro equívoco semelhante;
  • 14 de dezembro de 2016: amparado em parecer do departamento jurídico, o então presidente Paulo Nobre revoga a alteração, voltando Leila e Lamacchia a figurarem como sócios recentes do Palmeiras, situação que inviabilizaria a possibilidade de entrada no Conselho e, por consequência, atrasaria os planos de conquista da cadeira presidencial;
  • 23 de dezembro de 2016: recém eleito presidente, com apoio dos crefizenses, Maurício Galliote revoga a decisão e o casal volta a figurar com a data de associação não comprovada, mas vigente.

Às 10h59 do dia 04 de maio de 2017, pouco mais de quatro meses após o suposto ‘jeitinho’ palestrino, Mustafá envia os dados bancários do ‘Sindicato’ para o endereço de email de Leila Pereira:

Aproximadamente duas horas depois, precisamente às 13h12, Leila respondeu, confirmando a realização da ‘doação’, não do empréstimo, como, até então, inclusive publicamente, aparentemente mentia o casal quando confrontado sobre o assunto:

“Boa tarde Mustafá. Vamos fazer a doação de R$ 430 mil para o Sindicato”

“Até segunda-feira o valor estará na conta do Sindicato”

“Assim que fizer o depósito te aviso”

“Abs. Leila M. Pereira”

O valor da transferência deu entrada na conta do Sindicato no dia seguinte, às 14h41:

Mustafá pagou, inclusive, em nome do Sindicato, o ITCMD (Imposto sobre Doações), no valor de R$ 22.016,00, indicando na GARE o nome de José Roberto Lamacchia na condição de doador.

Qualquer versão diferente, inclusive as de Leila Pereira e Lamacchia, contrapõe-se aos fatos e documentos apresentados em juízo.


Documento em que Mustafá afirma-se ‘testemunha’ da associação antiga dos crefizenses ao Palmeiras:

Documento interno do clube com a data real de cadastro de Leila Pereira, em 16/07/2015, com as posteriores modificações discriminadas:

Documento em que Maurício Galliote agradece ao apoio de Leila Pereira restabelecendo, em contrariedade a parecer jurídico do próprio clube, sua condição de associada ‘antiga’ do Palmeiras:

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