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Empresas ligadas a Conselheiro do Corinthians receberam R$ 3,6 milhões do Governo Bolsonaro para produzir ‘fake-news’

Em abril de 2019, viralizou nas redes sociais vídeo de apoio ao Golpe de 1964, protagonizado pelo ator Paulo Amaral, sem, porém, a indicação dos responsáveis pela produção, como de hábito ocorre nas diversas ‘fake-news’ espalhadas pelos grupos bolsonaristas.

O Genocida ocupava a cadeira da Presidência da República há apenas quatro meses.

Diante da óbvia repercussão negativa, Osmar Stabile, conselheiro do Corinthians, segundo bastidores do clube, assumiu a autoria do material, para salvar a pele de seu mentor, verdadeiro idealizador do projeto, Edgard Soares, colega, também, de tribuna alvinegra.

O objetivo seria garantir que o Governo adotasse a ‘Vapt Filmes’, constituída em nome de Edgar Filho, rebento do cartola, como parceira comercial.

Foi o que aconteceu.

Desde 2019, Edgard Soares estaria recebendo valores milionários, através de duas agências intermediárias da SECOM (Artplan e Calia), para produção de fake-news, algumas inseridas em comerciais oficiais do Ministério da Saúde.

O dinheiro foi destinado a três empresas sob seu controle: Vapt Filmes e Madre Mia (em nome do filho) e Lira Harmonia Música e Áudio’ (em nome Maira Soares Moreira, parente do cartola).

Todas, menos a ‘Madre Mia’, que precisava permanecer oculta (explicaremos na sequência), indicadas pelo próprio Edgard Soares como integrantes do ‘Grupo G8’ no site de uma Faculdade de Comunicação sem reconhecimento do MEC – seu novo empreendimento:

Parte das mentiras produzidas são enviadas, através de grupos de whatsapp, para vítimas distintas, entre as quais conselheiros do Corinthians.

O ‘idealismo’ sugerido, ao que parece, é o dinheiro do contribuinte no bolso do espertalhão.

A verdade, adiantada pelo Blog do Paulinho há algum tempo, mas sempre negada por Soares, veio à tona após quebra de sigilo das agências, através de requerimento assinado pelo Senador Randolfe Rodrigues, no âmbito da CPI do Covid, para ‘apurar o disparo de mensagens em massa com conteúdos falsos sobre o combate à Covid-19 e quem teria financiado a propagação de fake news’.

É a mesma proposição que revelou, dias atrás, o nome de diversos jornalistas que venderam a opinião para o Governo.

Vapt Filmes na relação de pagamentos da Calia Comunicação, intermediária da SECOM

Segundo planilha apresentada pela Calia Comunicação, através da ‘Vapt Filmes’ e da ‘Lira’, Edgard Soares recebeu, em 2019, R$ 1.261.979,72.

Em 2020: R$ 719.257,26

Neste ano de 2021, até maio: R$ 601.954,26.

A partir do início da CPI do Covid, em 27 de abril de 2021, o Governo passou a pagar pelos serviços na conta de outra empresa ligada a Edgard Soares: a ‘Madre Mia Filmes Ltda – ME’.

As três empresas sediadas no mesmo endereço: Rua Cônego Eugênio Leite nº 926.

O intermediário da SECOM também foi trocado: saiu a ‘Calia Comunicação’ e entrou ‘Artplan Comunicação’

Na conta da ‘Madre Mia’, até o presente mês de agosto, no período de apenas 60 dias, aportou R$ 1.024.595,44, indicando que os trabalhos para confecção de novas ‘fake-news’, talvez para combater os efeitos da CPI, intensificaram-se.

Ao total, desde que tornou-se parceiro de Jair Bolsonaro, o cartola alvinegro teria embolsado expressivos R$ 3.607.786,68 (somente para produção de material do Ministério da Saúde).


Recibos de pagamento à ‘Madre Mia’, datados dos últimos dois meses:


Capa de um dos contratos firmados pela SECOM com a ‘Madre Mia’, sob intermediação da Artplan


Print do site da ‘Madre Mia’, em que Edgard Soares, não o filho, revela-se como proprietário, apresentando-se na condição de CEO do ‘Grupo G8’

 

O Blog do Paulinho enviou questionamentos aos envolvidos, mas, até o momento da publicação, não obteve respostas.


Treinador João Telê protesta contra extorsão do ‘Futebol Interior’

Edgard Soares e o histórico de ‘fake-News’

Há alguns anos, o Blog do Paulinho revelou que o site ‘Futebol Interior’ cobrava mensalidade para fabricar matérias ‘positivas’ sobre determinados esportistas, mas, criminosamente, passava a detonar quem se recusasse a aderir ao ‘esquema’.

Um dos proprietários dessa afamada ‘central de extorsão’, termo utilizado pelo treinador João Telê, em denúncia formalizada à Justiça, é Edgard Soares, conselheiro que já foi candidato a presidente do Corinthians, sonho que ainda faz parte de seus desejos.

Seu sócio é Artur Eugênio Mathias, que saiu algemado das CPIs do Roubo de Carga e Narcotráfico.

Artur Eugênio e Edgard Soares, com o ex-jogador Zenon entre eles

O resultado da reportagem foi a expulsão da cúpula do portal da ACEESP (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo).

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