Advertisements

O valor da ‘boquinha’ na Casa Bandida

É impossível definir, em números, o valor das vantagens recebidas por quem ocupa o cargo máximo da CBF, tratada, há anos, como se fosse organização mafiosa.

Junto aos valores oficiais, sabe-se, existem recebimentos que foram objeto de investigações diversas, de prisão e até impossibilidade de viajar ao exterior.

Não à toa, apesar do evidente constrangimento, o assediador engole a falta de decência e quer permanecer.

O ‘criador’, mesmo banido, comanda.

Os velhacos de pijamas, pelo silêncio, recebem mensalidade.

Tem dinheiro pra todo mundo… e sobra!

Apenas na oficialidade, o presidente da CBF recebe:

  • R$ 6,4 milhões anuais de salários (R$ 400 mil mês, com direito a 13º, 14º, 15º e 16º);
  • US$ 240 mil anuais da CONMEBOL (R$ 1,2 milhão na cotação atual)

Sem incluir as possibilidades descritas e os demais penduricalhos, como carros de luxo à disposição, jatinhos, cartão corporativo, etc, o mandatário da Casa Bandida embolsa, anualmente, R$ 7,6 milhões, ou seja, R$ 633,3 mil na média mensal.

É necessário, diante disso, fazer coisa errada para sobreviver?

Eis o ponto.

O sistema é tão imundo, assemelhado ao mafioso, com tanta gente ganhando, que o sujeito para sentar na cadeira, sob a benção da quadrilha que, há décadas, comanda o futebol nacional, sabe que precisará fazer parte do jogo, sob riscos diversos, inclusive o de ter imundices pessoais expostas, como ocorrido com Caboclo.

A grana do futebol, que poderia fazer das equipes nacionais tão poderosas quanto as principais do Planeta, é utilizada para enriquecimento da cúpula da CBF e encabrestamento, sob ótima remuneração, dos presidentes de Federações, verdadeiras entidades satélites, e subservientes, da afamada ORCRIM, que comportam-se como verdadeiros cartórios do crime, segundo relatos de investigações recentes, inclusive de CPIs do futebol.

Para mudar tudo isso, somente com ação extra-campo, ou seja, mobilização conjunta de Promotores e delegados federais, além de rigor do judiciário.

Porém, juizes, promotores, desembargadores e demais possíveis empecilhos ao sistema foram, há décadas, cooptados, ocupantes que são de cargos na Confederação e nas Federações – sem contar os principais clubes do país.

Essa gente, quando não participa do ‘abafamento’, contribui para ele através de relações impróprias com membros de suas próprias conexões.

Nesse contexto, por razões óbvias, está longe de ser resolvido o problema do futebol brasileiro.

A criação de uma Liga, que, em tese, seria o pontapé inicial, está nas mãos e hábitos de Andres Sanches e Rodolfo Landim, que rechaçam qualquer parceria que possa indicar o mínimo de transparência administrativa.

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
%d blogueiros gostam disto: