Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Grande deve ser o valor do seu caráter e não o tamanho de sua arrogância”
Roger Stankewski: Pensador
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FPF promoveu webinar (videoconferência) sobre Integridade e apresenta Manual de Conduta e Ética para a arbitragem

A FPF em iniciativa de fortalecimento em ações contra Manipulação de Resultados, Racismo e Preconceito, exigindo a presença de todos os árbitros realizou videoconferência sobre integridade.
Na
Ocasião apresentou seu “Manual de Conduta da Arbitragem” que em sua última página tem espaço a ser assinado e devolvido a CEAF-SP declarando ter conhecimento na totalidade e comprometendo-se a cumpri-lo.
Evento
Acontecido em meio ao embravecer de muitos árbitros com o contumaz desrespeitar a que são submetidos pela arrogante Ana Paula de Oliveira, fazendo com que, depois de pedido, expusessem o descontentar diretamente ao presidente da FPF.
Sem
Surpresa o calar do excepcional jurista e presidente do SAFESP: Aurélio Sant’Anna Martins inscrito no quadro de árbitros depois de passar nos testes físicos; a vice-presidente Regildênia de Holanda Moura exerce posto de avalista do trabalho dos árbitros no campo de jogo.
Resumindo
De súbito Reinaldo Carneiro Bastos tornou-se pregador da ética, no apropriado ‘me engana que gosto’.
Nota
Sem medo de errar humildemente afianço ter sido o pioneiro para que a diretoria do SAFESP implantasse o código de ética consumado na gestão Sérgio Corrêa da Silva com fortíssima colaboração do delegado da presidência da FPF, do letrado e civilizadíssimo senhor Dino Bacelli falecido anos passado.
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2ª Rodada da Série A do Brasileiro 2021
Sábado 05/06
Atlético-GO 2 x 0 São Paulo
Árbitro: Diego Pombo Lopez (BA)
VAR
Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)
Item Técnico
Errou e feio no instante que marcou inexistente penalidade que favoreceria a equipe são-paulina quando da disputa normal envolvendo o atacante Luciano;
Contudo
Foi salvo pelo VAR ao solicitar que fosse até o monitor para rever o fato, voltou revogando o que houvera apontado.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para atleticanos e 05 para são-paulinos.
Red Bull Bragantino 3 x 3 Bahia
Árbitro: Vinicius Gomes do Amaral (RS)
VAR
Daniel Nobre Bins (RS)
Item Técnico
1º – Nos primeiros minutos deixou de sinalizar falta nas proximidades da linha intermediaria do Bahia, cometida por Lucas do RD Bragantino no oponente Patrick, com seguimento aproveitado por Arthur ao mandar redonda profundo da rede.
VAR
Comunicou possível irregularidade, árbitro atendeu de ver e rever por meio do monitor, voltou sinalizando o lance da falta.
2º – Placar apontava 2 x 1 pro Bahia no momento que o assistente 01: Rafael da Silva Alves (FIFA-RS) sinalizou corretamente a posição de impedimento do atacante Natan da equipe de Bragança Paulista
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para equipe mandante e 04 para visitante
Domingo 06/06
América-MG 0 x 1 Corinthians
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
VAR
Rodrigo Nunes de As (RJ)
Item Técnico
Acertou ao marcar a penalidade máxima cometida por Marlon defensor do América no oponente Mosquito;
Penalidade
Cobrada por Fábio Santos, decretando a vitória corintiana
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 Alvinegros e 03 para integrantes do Coelho, dentre estes o técnico.
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:
*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
Política
Um sindicato armado

Não há nada mais no horizonte, menos ainda governo. A meta a alcançar é uma ditadura
A ideia emergente de que o Exército se deixou subjugar aos caprichos de Jair Bolsonaro por temor à ascensão de Lula até pode parecer elegante, mas é falsa. O presidente pretende que seja entendida como alta política sua retórica de envelhecidos bichos-papões. Nem sequer adaptou ao século em que vive o repertório com que se elegeu e reelegeu deputado nos últimos 30 anos. Acena com as ameaças puídas de invasão de comunistas e maconheiros. Até como insultos, há muito superados pela sociedade. Os militares vergaram não por esta, mas por outra razão.
Bolsonaro tirou do seu caminho os líderes que tentavam preservar as Forças Armadas como instituição de Estado e as atraiu para seu domínio pessoal. Abrigo onde já estavam as polícias militares, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária, as milícias, as agências de inteligência, todos os estamentos de vigilância e segurança, os produtores e vendedores de armas e munições. Uma associação que lidera como poderoso chefão de um sindicato armado, cujo logotipo é a sugestiva mão com os dedos polegar e indicador esticados em ângulo reto e três dedos dobrados.
O Exército, que se sobressai entre as Forças, perdeu substância profissional e ideológica. Suas lideranças se enfraqueceram, não mais tiveram o êxito anterior em missões civis de desafiante complexidade. Como se viu na ocupação do Ministério da Saúde, onde produziu um desastre.
O Alto Comando se deixou vulnerável ao assédio histórico de Bolsonaro às patentes subalternas e forças auxiliares. O comando se exerce por meio de instrumentos típicos da mobilização trabalhista: salários, ampliação das prerrogativas, equalização das vantagens, proteção em reformas das carreiras, ampliação dos postos de trabalho.
Não há nada mais no horizonte, menos ainda governo. A meta a alcançar é uma ditadura. Abertamente admitida pelos filhos do presidente. Tal projeto político pessoal e subversivo tem o fim imediato de interromper a alternância de poder caso Bolsonaro perca a disputa de 2022. Já está preparando, em público, a acusação de fraude futura, ao modelo Trump, para anular as eleições. Ao mesmo tempo que, numa espécie de plano B, turbina o Bolsa Família para reconquistar a popularidade perdida e ter um desempenho que lhe sirva de pretexto.
Na sequência, o roteiro inclui desmoralizar instituições, já tendo obtido a capitulação das que poderiam interromper sua marcha. Bolsonaro reduziu a Câmara dos Deputados a um balcão, onde compra as mudanças de legislação de que precisa para enquadrar a realidade à sua fantasia. Maneja sem esforço a Procuradoria-Geral da República. Fidelizou setores produtivos, como o ruralista. Com método, vai ocupando plenários decisivos. Amarra estatais e bancos públicos. Bolsonaro consome seu mandato em atitude possessiva e onipotente.
Na sequência cadenciada de demolições, ele aumenta agora o cerco ao Supremo Tribunal Federal. Recorre à velha teimosia acusatória: o STF o impede de gerir a pandemia como quer, com seu renitente negacionismo que colocou o Brasil no triste pódio dos campeões de mortes. Na verdade, o STF o incomoda por outras razões, não confessadas. Como vetar nomeações impróprias. Ou não se intimidar na instalação de inquéritos para investigar atos golpistas que tornaram réus seus filhos, auxiliares próximos e deputados do grupo.
Bolsonaro quer arquivar todas as investigações, sem julgamento. A resposta do Supremo Tribunal Federal a este desejo indicará seu grau de resistência.
O presidente insiste, ainda, em tirar dos Estados e municípios a gestão compartilhada da pandemia, para ser ele a única instância de decisões sobre abertura irrestrita do comércio. Alega o artigo 5.º, pelo direito de ir e vir, mas sonega o principal preceito do dispositivo, que o Supremo deverá invocar: o direito à vida.
Jornalista Rosângela Bittar – Publicado no Estadão do dia 09/06/2021
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Finalizando
“Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele”
Martin Luther King Jr: foi um pastor batista e ativista político estadunidense
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-12/06/2021
