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Internacional dá exemplo e vai além do discurso para combater preconceitos do futebol e da sociedade

Inter define saída de Alessandro Barcellos do cargo de vice de futebol e de mais dirigentes | internacional | ge

Alexandre Barcellos

Desde abril, todos os contratos firmados pelo Internacional/RS, sejam eles trabalhistas ou comerciais, possuem cláusula ‘anti-discriminação, iniciativa pioneira entre os clubes brasileiros.

Os mais recentes foram firmados com essa redação e os anteriores receberam aditivos.

Diz o trecho acrescentado:

“O contratado compromete-se a cumprir as normas de ética e conduta estabelecidas pelo Clube, em especial pautando-se pelo repúdio à prática de quaisquer atos discriminatórios ou preconceituosos decorrentes de origem, cor, gênero, religião, classe social, capacidades ou limitações individuais e fica, desde já, ciente de que a infração à tais normas deverá acarretar em aplicação de advertência, suspensão e/ou rescisão direta por justa causa”

O clube criou, para avaliar os possíveis deslizes, um ‘Comitê de Diversidade de Inclusão’.

Com relação aos contratos comerciais, incluindo patrocinadores, se as empresas forem apanhadas em atos de discriminação, o vínculo poderá rompido.

A iniciativa, apoiada pelo presidente Alessandro Barcellos, é um oásis em meio ao deserto de ideias e decência que aflige clubes, federações e confederações, de quase todos os esportes, nesse Brasil comandado pelo mais vil dos preconceituosos.

Verdadeiro contraponto ao ato criminoso denunciado contra o presidente da CBF, acobertado, meses a fio, por uma cartolagem incapaz de repudiar a figura abjeta, cúmplices, por omissão, do sofrimento da cerimonialista assediada.

Exemplo a ser seguido pelos demais clubes brasileiros, que, por enquanto, limitam-se a ‘notas oficiais’ emitidas tão somente quando algum caso específico é exposto pela mídia, quase sempre omitindo-se diante de situações cotidianas praticadas no âmbito interno das agremiações.

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Um comentário sobre “Internacional dá exemplo e vai além do discurso para combater preconceitos do futebol e da sociedade

  1. Jose Ricardo

    Essa cláusula é tão inútil quanto a tal “medida protetiva” que objetiva impedir que marginais assassinem mulheres.

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