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Corinthians: Democracia de (ou na) fachada

Ontem (05), em grave afronta ao Estatuto do clube – que não permite conselheiros fazendo negócios com a agremiação – o Corinthians reinaugurou o histórico ‘Bar da Torre’, duas semanas após uma pré-inauguração organizada para coincidir com o aniversário de Andre Negão, o cartola que, efetivamente, comanda os proprietários do estabelecimento.

São eles: Cristiano Ramos, conselheiro alvinegro, e Joel de Jesus, truculento segurança que, no início do ano, ameaçou, mas não cumpriu, ‘quebrar’ o jornalista que escreve essas linhas.

Vale lembrar que Negão, braço direito do ex-presidente Andres Sanches, que esteve presente em ambas as ocasiões, é presidente do Conselho de Ética do Corinthians, responsável por apenar transgressões.

Associados do Corinthians, indignados, procuraram o Blog do Paulinho relatando o descaso com outra deliberação do clube, a de punir quem circulasse pelo Parque São Jorge sem máscara e distanciamento social.

O que se viu no Bar da Torre, com o testemunho de cartolas ligados à histórica ‘Democracia Corinthiana’, foram dezenas de pessoas absolutamente despreocupadas com as normas básicas de proteção à pandemia de COVID-19, todos incentivados pela cúpula diretiva alvinegra, parte deles, apesar de eleitores e ainda defensores do Genocida que infelicita o Planalto, trajados de camisa preta com o símbolo do movimento de jogadores que ousou afrontar a Ditadura militar nos anos 80.

Mais preocupados em acomodar apoiadores do regime – que infelicita o Timão há quatorze anos, ninguém especula, no atual momento anti-democrático enfrentado pelo país, um posicionamento oficial do clube contra o morticínio da população.

Por que não inserir na camisa do Corinthians a inscrição ‘Democracia Corinthiana’?

Os bastidores alvinegros sabem bem a resposta.

O símbolo do movimento ‘Democracia Corinthiana’, criado, no passado, pelos que lutaram em benefício do coletivo, passou a servir, apenas, a interesses particulares de quem faz questão de se proclamar – e lucrar com isso, indevidamente, o ‘pai da criança’.

Dentre esses objetivos, está o de assegurar a continuidade no poder do Corinthians, ainda que à custa de agradar notórios criminosos e adeptos do atual desgoverno.


Abaixo, selecionamos a manifestação, dentre várias, de uma associada do Corinthians, que, por razões óbvias, terá a identidade preservada:

Boa tarde.

Sou sócia do Corinthians e iria fazer uma reclamação no SAC, mas me recomendaram a procurar seu blog porque é muito lido pelo pessoal do clube.

Gostaria que você não divulgasse meus dados.

Semana passada meu marido e meus filhos foram ao clube e levaram uma bola.

Meus filhos tem 7 e 9 anos.

Tentaram jogar futebol num campinho de grama artificial, mas o segurança disse que a pratica estava proibida por causa do COVID.

Acontece que hoje aconteceram no clube duas inaugurações de bares, os dois bem cheios, com bastante gente sem máscara.

Alias, quase ninguém de mascara.

No outro bar, chamado ‘Democracia Corinthiana’ deveria ter mais de 100 pessoas, todas aglomeradas.

Show com músicos, mesas no meio da rua, da calçada, gente dançando, uma aglomeração intensa e ninguém de mascara.

Perguntei a um segurança se aquilo estava certo.

Ele me respondeu que não poderia dizer o que pensa, para não ser mandado embora.

Disse depois que aquilo era absurdo mas não podia fazer nada.

Disseram que o bar é de um Conselheiro, o que torna a coisa ainda pior.

O clube em que cresci, levada pelos meus pais desde criança, tornou um lugar de arruaceiros e baderneiros.

Como eu e meu marido não bebemos, somos impossibilitados de nos divertir com nossos filhos.

Vamos, semana que vem, solicitar o cancelamento do nosso titulo.

Esse é o meu desabafo!


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