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Decisão judicial contra o UOL é grave atentado à imprensa

Em 29 de outubro de 2020, a treinadora Ana Lúcia Gonçalves e a atleta Renata Pelegatti promoveram ação judicial contra o UOL, requerendo indenizações por danos morais e a retirada do ar de uma matéria que investigou a demissão de ambas do Palmeiras.

A reportagem entrevistou três fontes que garantiram, sob anonimato, o possível envolvimento delas com substâncias proibidas.

No último dia 136, a juíza Rosana Moreno Santiso, da 3ª Vara Cível de Pinheiros, decidiu que a matéria era lícita, mas que deveria ser retirada do ar porque já havia se passado dois anos do episódio:

“Contudo, embora ausente ilicitude, entende o juízo não ser a hipótese de perpetuar a divulgação da reportagem, pois, embora presente o interesse público na época em que divulgada (2019) – já que os leitores do portal eletrônico buscavam se informar sobre as questões que envolviam a demissão ocorrida -, é certo que diante do tempo decorrido não se justifica a manutenção da reportagem no portal do corréu Uol, na medida em que, já passados quase dois anos, e inexistindo qualquer acusação formal em relação às requerentes quanto aos fatos apurados pelo Uol Esportes junto às fontes por ela ouvidas como alegado na inicial e não impugnado pelos réus -, mostra-se legítima a pretensão para que ocorra a supressão da notícia do sítio eletrônico do correquerido, para que dessa forma os nomes das requerentes deixem de ser vinculados a eventual doping”

Trata-se de grave atentado ao trabalho da imprensa.

Os desdobramentos, se a sentença vier a ser confirmada em instâncias superiores, poderão motivar diversos ‘apagões’ de notícias relevantes.

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