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Reunião da Hypera Pharma comprova que Corinthians vendeu ‘naming-rights’ do estádio a preço de banana

No início deste mês, em reunião virtual com investidores, a Hypera Pharma comemorou a exposição da marca nos três meses finais de 2020 na Arena de Itaquera.

Com dados do IBOBE, a empresa alega, em valor de mídia, benefício de R$ 50 milhões.

Em contrapartida, o investimento no período (33% – outubro, novembro e dezembro – sobre R$ 15 milhões anuais) teria sido de apenas R$ 5 milhões.

Tratamos no ‘condicional’ porque, até a presente data, inexiste qualquer comprovação de que a Hypera tenha pagado a quantia acordada.

Os números revelam o péssimo negócio realizado pela diretoria do Corinthians.

Levando-se em consideração que contratos e boletos serão, de fato, honrados, a Hypera pagará, pela exposição de 20 anos de marca, irrisórios R$ 300 milhões, com retorno de R$ 3 bilhões.

Se as informações passadas à mídia sobre o acordo forem verdadeiras, a diferença poderá ser ainda maior, porque o índice de correção das parcelas da empresa com o clube seria o IGPM, enquanto o retorno midiático é dimensionado pela movimentação de mercado.

A pressa em criar um fato político antes das eleições alvinegras de 2020, aliado ao caos financeiro que empurrou o Corinthians para uma dívida que, somados clube e estádio, ultrapassa R$ 2 bilhões, foram, certamente, os responsáveis pela pechincha.

Em tempo: a título de curiosidade, o ‘Hypera Day’, apelido da reunião, foi apresentado pelo comentarista Caio Ribeiro, da Rede Globo


Confira abaixo vídeo em que Breno de Oliveira, CEO da Hypera, comemora a exposição de marca da empresa no estádio de Itaquera:

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