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‘Sócio Torcedor’ do São Paulo pode cair nas mãos de empresa suspeita de intermediar propina a presidente do Fluminense

Está praticamente sacramentado acordo entre o São Paulo e a empresa ‘FENG’ para gestão do programa ‘Sócio Torcedor’ do Tricolor.

As condições contratuais são absolutamente favoráveis à parceira.

Desde a possibilidade, em alguns casos, de remuneração próxima de 80% do ingresso (a média será de 50%), até multas irrisórias por cometimentos de deslizes graves.

Mas as suspeitas não param por ai.

Carlos Alberto Caruso Ferreira

No final de 2020, a FENG, assim como outra empresa complicada, a Golden Goal, ambas de propriedade do empresário Carlos Alberto Caruso Ferreira, foram acusadas de intermediar propina ao Presidente do Fluminense para aprovação de contrato de patrocínio.

Abaixo, áudio e transcrição da fala de Renato Ambrósio, dono da ‘Live Sorte’, que entregou o ‘achaque’ em conversa com ex-sócio:

Renato Ambrósio

“Então assim… eles tem influência, esses caras da FENG… eu acho que eles cuidam das organizadas, de todos os clubes e do Maracanã…”

“Ele falou que pra fechar tem que ser R$ 750 mil para o Fluminense, amanhã, na conta do Fluminense, e 10% do que vender paga na quinta-feira”

“Ai eu falei… véio, 10% não dá, tem que ser 5%… ele: “isso aí eu só estou te falando, parte do Fluminense, da FENG e da Golden Goal, nossas empresas… só que aí você tem que vir com a parte dos meninos…” eu falei: “que meninos?”, ele: “Os meninos que estão ‘trabalhando”… nada vai vir de graça…. desde o Presidente até o faxineiro tem que vir alguma coisa… e esse vir alguma coisa é uns 15%, 20% do que sobrar pra você… a gente entra com você nisso”

O caso está sendo investigado pela Polícia do Rio de Janeiro.

A FENG, em 2019, já havia se ‘acertado’ com Leco para entrar no São Paulo, com o mesmo projeto agora protegido por Casares.

À época, o Blog do Paulinho revelou suspeitas que pairavam sobre a empresa.

O trecho principal:


O dono da Feng é o empresário Carlos Eduardo Caruso Ferreira, o mesmo que esteve envolvido nas enroladas licitações do estádio do Maracanã, tocadas pela Odebrecht.

Caruso cuidou também da administração do ‘sócio torcedor’ do Flamengo, que recebeu diversas críticas internas na Gávea.

Outro negócio suspeito com envolvimento do empresário ocorreu nas Olimpíadas 2016, em que fechou contrato com a EMBRATUR para fornecer bonecos de mascotes do evento, através doutra empresa, a Golden Goal.

Todo cuidado é pouco, ainda mais quando de um lado está alguém conhecido pela generosidade com parceiros comerciais e do outro um cartola apelidado ‘Pixuleco’ por agentes de jogadores.


Caruso, incomodado com a matéria que acabou, dizem, por prejudicar sua entrada no São Paulo, processou o Blog do Paulinho, e perdeu.

Confira a sentença:

“De acordo com a matéria, o Conselho teria feito bem em exigir mais detalhes sobre o negócio, pois o autor esteve envolvido “nas enroladas licitações do estádio do Maracanã, tocadas pela Odebrecht” e também teria cuidado da administração do ‘sócio-torcedor’ do Flamengo, que recebeu diversas críticas internas na Gávea”

“Além disso, o autor estaria envolvido em outro negócio suspeito, ocorrido nas Olimpíadas de 2016, em que fechou contrato com a EMBRATUR para fornecer bonecos de mascotes do evento, através de outra empresa, a Golden Goal”

“E finaliza com a seguinte frase: “Todo cuidado é pouco, ainda mais quando dum lado está alguém conhecido pela generosidade com parceiros comerciais e do outro um cartola apelidado de ‘Pixuleco’ por agentes de jogadores.”

“Da leitura da matéria não se constata abuso na liberdade de expressão ou intenção deliberada do réu de ofender a honra e a imagem do autor no mercado esportivo”

“O réu se limitou a noticiar o ocorrido na reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo, fazendo suposições sobre o que teria levado o presidente do clube a abandoná-la, gerando indignação entre os presentes”

“Lembrando negócios anteriores dos quais o autor teria participado, expressa sua opinião no sentido de que o Conselho teria feito bem de exigir mais detalhes sobre a parceria”

“Logo, não há elementos suficientemente aptos a comprovar que o réu agiu com intenção deliberada de causar prejuízo à honra e à imagem do autor”

“Diante do exposto, julgo IMPROCEDENTE o pedido inicial, extinguindo o processo, com resolução do mérito, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil”

“Pela sucumbência, o autor arcará com o pagamento das custas, despesas processuais e honorários advocatícios, que arbitro em 10% do valor atualizado da causa”

Novamente, o alerta está dado.

Desta vez com acréscimo do caso do Fluminense, posterior à última tentativa de FENG de se infiltrar no São Paulo.

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