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Covardia do Presidente: a verdade sobre a saída de Ivan Grava do Corinthians

Andres Sanches, Duílio ‘do Bingo’ e Jorge Kalil

Neste final de semana, os bastidores do Corinthians ferveram com o pedido de demissão do médico Ivan Grava, principalmente pelo fato dele ser filho de Joaquim Grava – que, até o momento, permanece como Consultor Médico do Timão, detentor não apenas do controle do setor, há alguns anos, como também de enorme prestígio com o ex-presidente Andres Sanches, a ponto de, ainda em vida, dar nome ao CT da Ayrton Senna.

A versão oficial dá conta de que o doutor saiu do clube ao sentir-se desautorizado quando jogadores, com aval de cartolas, descumpriram os protocolos de COVID-19 impostos pelo seu departamento.

Trata-se, porém, de meia verdade.

Antes de chegar a essa ‘gota d’água’, o pano de fundo de toda essa confusão é uma desavença, de longa data, entre o pai de Ivan, Dr. Joaquim Grava, com o ex-diretor de futebol e também médico, Jorge Kalil.

O embate é tão forte que já virou inquérito no CRM.

Kalil, que há tempos planeja ‘tomar’ de Grava o controle do Departamento Médico do Timão, mantém ‘estranho’ prestígio com os dois principais nomes do poder corinthiano no momento: Andres Sanches e Duílio ‘do Bingo’, o presidente.

Há quem diga que os R$ 20 milhões disponíveis nas contas de Jorge Kalil, demonstrados, recentemente, pelo Blog do Paulinho, no mesmo período em que mantinha-se como diretor adjunto de futebol de Duílio, indicariam, além da riqueza de difícil comprovação de origem, a possibilidade dele ter ‘arquivado’ momentos que teriam amarrado a todos num mesmo balaio.

Grava, diferentemente, teria prestígio ‘apenas’ com Andres – o que não é pouco.

Fonte ligada ao departamento de futebol, ouvida pelo Blog do Paulinho na condição de anonimato, garante que Kalil estaria, há semanas, ameaçando ‘detoná-los’ (Andres e Duílio) em reunião do Conselho Deliberativo “se os Gravas permanecerem no clube”.

Em meio a essa confusão, Dr. Ivan mantinha rígida disciplina na condução dos protocolos de COVID-19, enquanto a cartolagem e também os jogadores, na grande maioria, além de descumprirem as determinações, demonstravam, publicamente, o incomodo com a situação.

É nesse contexto que os fatos recentes se desencadearam.

Diagnosticados com o vírus, alguns jogadores foram afastados para recuperação e o protocolo previa retorno às atividades profissionais apenas no domingo (ontem).

Segundo fonte, supostamente envenenados por Kalil, que, em desconformidade com os protocolos praticados em todo o Planeta, dizia que, em vez de quatorze, deveriam ser compridos apenas dez dias de isolamento, alguns atletas, o treinador Vagner Mancini, o diretor Roberto Andrade e outros membros da comissão técnica reuniram-se com Duílio e pediram para que o presidente intercedesse junto a Ivan Grava, para que fosse permitido o treinamento dos infectados no último sábado, 24 boras antes da data correta.

O médico não cedeu.

Duílio, então, sobrepondo autoridade à responsabilidade, passou por cima da ordem médica e autorizou o retorno dos jogadores.

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Ivan Grava

Afrontado, Ivan Grava pediu demissão.

Ontem (14), em entrevista após a partida contra o São Caetano, com infectados do Corinthians dentro de campo, Duílio falseou a verdade:

“Não existe nenhum problema de descumprimento de protocolo por atletas, funcionários ou diretores. Isso nunca ocorreu”

Muitos são os registros fotográficos de cartolas alvinegros, inclusive de Duílio, sem máscaras pelo clube, mesmo sabedores de que estariam com os jogadores nas horas posteriores.

Duílio do Bingo, sem máscara, no Parque São Jorge

Duílio, para justificar o desentendimento com Grava, discursou ao jornalistas a ‘tese de Kalil’:

“(…) atletas com sintomas leves ou sem sintomas podem em dez dias voltar a desenvolver suas atividades profissionais”

“Sintomas moderados, que necessitam de internação, precisam de mais tempo, 15 dias”

“O Corinthians nesse tempo todo retornou seus atletas baseados em ciência, saúde, em um período máximo de dez dias após o exame detectar a infecção”

“O que existiu foi uma discordância entre o tempo que o Dr. Ivan Grava passou e que o Corinthians e todos os outros clubes vinham fazendo há um ano”

Obviamente, não é verdade que o clube adotava esse procedimento ‘há um ano’, levando-se em consideração que o médico nesse período era o mesmo que estava impedindo, no último final de semana, a quebra do protocolo.

A realidade é que, pressionado e, talvez, intimidado, Duílio não teve coragem de peitar seu ex-adjunto de futebol.

É nesse clima de interesses e, principalmente, absoluta falta de responsabilidade com a saúde pública, comprovado pelo enorme número de infectados no Parque São Jorge e no CT da Ayrton Senna, que o Corinthians vem sendo tocado por uma diretoria submissa a poderes reinantes na agremiação.

Vale lembrar, demonstrando a fraqueza do Presidente, que as categorias de base alvinegras, do Sub 2 até o Sub-23 estão sob o comando o notório bicheiro Jaça e seus parceiros de nível semelhante.

A situação só tende a piorar e, talvez, até levar a uma queda de braço entre Andres Sanches e Duílio (apesar do que um sabe sobre o outro), ambos reféns, ao que tudo indica, de aliados que, junto com eles, parecem ter enriquecido no domínio do departamento de futebol do Corinthians.


Em tempo: em meio ao episódio, apesar de não citado pela mídia, Kalil vestiu a ‘carapuça’ e enviou ao grupo de whatsapp de conselheiros do Corinthians link de entrevista que concedeu à ESPN pedindo a paralisação dos jogos de futebol por conta do COVID-19.

Junto ao envio, a seguinte frase: “Ponho a cabeça no travesseiro em paz!”

Não seria a primeira vez que Kalil diria uma coisa e agiria de maneira diferente, conforme comprovam a traição política ao ex-presidente Alberto Dualib e a adesão a Andres Sanches, mesmo após, em meio a dezenas de testemunhas, entre as quais este jornalista, tê-lo tratado com os adjetivos “bandido’, “baixo clero”, etc.

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Um comentário sobre “Covardia do Presidente: a verdade sobre a saída de Ivan Grava do Corinthians

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