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Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão.

Lao-Tsé: foi um filósofo e escritor da Antiga China

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Chega de escape presidente do SAFESP!

Vai ou não vai entregar os HD do (os) computador (res) da entidade para passar por perícia técnica oficial?

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Final da Copa Libertadores da América

Sábado 30/01/2021

Palmeiras 1 x 0 Santos – Resultado que consagrou a equipe alviverde campeã desta importantíssima disputa ano 2020

Árbitro: Patrício Hernan Lostau (FIFA-ARG)

VAR

Mauro Vigliano (FIFA-ARG)

Item Técnico

Errou por não ter sinalizado claríssima falta do santista Pará no oponente Rony acontecida na prorrogação da primeira etapa,

Fato

Que gerou a caminhada dos palmeirense pra cima dele; rapidamente contornada.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: Marcos Rocha, Gómez e Viña: da equipe alviverde e Lucas Veríssimo, Pituca, Alison e Soteldo: da equipe santista.

Cartão Vermelho correto para o técnico Cuca da equipe praiana

No todo

Patrício Herman Lostau desempenhou sua atividade aplicando as leis do jogo com muita personalidade,

Não

Se deixando levar nas tentativas do santista Marinho de cavar faltas;

Idem

Quanto duas da equipe palmeirense, uma delas do atacante Luiz Adriano.

Domingo 31/01 – 33ª Rodada da Série A do Brasileirão 2020

Atlético-GO 2 x 1 São Paulo

Árbitro: Bráulio da Silva Machado (FIFA-SC)

VAR

Wagner Reway (PB)

Item Técnico

Árbitro e assistentes desenvolveram trabalho aceitável

Item Disciplinar

Cartão Amarelo; 03 para atleticanos e 01 para são-paulino.

Segunda Feira 01/02

Sport 0 x 3 Flamengo

Árbitro: Rafael Traci (FIFA-SC)

VAR

Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN)

Item Técnico

Domínio total da equipe carioca.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para defensores do Leão da Ilha e 02 para rubro-negros cariocas.

Conclusão

Baba do quiabo, amplo domínio da equipe carioca.

34ª Rodada – Quarta Feira 03/02/2021

Corinthians 2 x 1 Ceará

Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)

VAR

Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Item Técnico

Placar apontava 1 x 0 favorável, jogo seguindo dado momento ocorreu acerto do árbitro por ter atendido o alerta do VAR para rever o lance do,

Intencional

E sutil toque do pé esquerdo no pé direito do corintiano Gabriel praticado por Klaus defensor do Ceará, seguido do simultâneo cabeceio e chute com saída da bola pela linha lateral;

Antes

Do arremesso Hebert Roberto Lopes foi ao monitor, reviu o fato, voltando ao campo sinalizando corretamente a marca da cal.

Penalidade

Batida por Fabio Santos, resultando no gol do empate 1 x 1

Item Disciplinar

Sem problemas/cartão

Quinta Feira 04/02

Flamengo 2 x 0 Vasco

Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)

VAR

Jose Claudio Rocha Filho (SP)

Item Técnico

Acertou por ter marcado a penalidade máxima cometida por Léo Matos defensor vascaíno no momento que tentando evitar o gol flamenguista, sem disputar à redonda, empurrou o costado do oponente Bruno Henrique.

Penalidade

Cobrada por Gabigol, transformada no gol de aberturado placar

Observação

Agindo no seu contumaz politicamente correto, na maior cara de pau,

Rafael Claus

Ignorou a lei do jogo não punindo Léo Matos com cartão vermelho conforme determina o inserido na Regra 12

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para flamenguista e 03 para vascaínos


Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.


Política

O estreito caminho pela frente

A democracia brasileira ficou mais vulnerável, o negacionismo tem agora uma base parlamentar

As eleições no Congresso nos remetem a uma situação relativamente familiar: o mecanismo do “toma lá da cá”, que muitos supunham estar esgotado na política, voltou ao centro da cena. E desta vez com poucos esforços para disfarçar. O governo destinou mais de R$ 3 bilhões de verbas aos parlamentares e Bolsonaro confessou que iria influenciar a escolha num Poder que deveria ser independente.

Para quem vive há muitos anos o processo político brasileiro, é como se um ciclo se encerrasse. As relações fisiológicas degradam a política nacional e criam condições para que surja alguém prometendo tudo mudar e trazer consigo uma “nova forma de fazer política”.

Ao cair de cabeça no velho fisiologismo, Bolsonaro não somente reconstrói uma cena política que estamos cansados de ver. Há diferenças agora. Como ele e outras figuras, como Wilson Witzel, eram os arautos de uma “nova política”, é possível esperar que a própria ideia de novidade radical entre em decadência, o que, aliás, de certa forma já foi revelado em algumas cidades nas eleições de 2020.

Um dos subprodutos da vitória de Bolsonaro no Congresso foi desmantelar o centro. Em política, talvez isso não signifique um mundo que desmorona, como no verso de Yeats – “the center will not hold”. Significa apenas que aumentam as possibilidades de polarização.

Afinal, o centro, que foi implodido por Bolsonaro, acabaria se rompendo de qualquer forma. Não há consistência nesses partidos e, estrategicamente, o melhor seria um racha, com o lado da oposição democrática tentando se viabilizar na própria sociedade.

Quando Bolsonaro se elegeu, as barreiras de contenção de suas tendências autoritárias seriam o Congresso e o STF. Agora seu candidato obteve 302 votos, seis a menos que o necessário para aprovar uma emenda constitucional. Por essa e muitas razões, a democracia brasileira ficou mais vulnerável. Dificilmente serão considerados os crimes de responsabilidade que se sucedem na condução da pandemia. O negacionismo de Bolsonaro tem agora uma base parlamentar.

Aliás, uma demonstração disso foi a festa para 300 pessoas na comemoração da vitória de Arthur Lira, em Brasília. Horas depois de dizer em discurso que era preciso vacinar, vacinar, vacinar, o novo presidente comemorava com grande número de pessoas sem máscara.

Isso não é um detalhe. A posição negacionista se estende também ao combate ao uso de máscaras, consideradas por alguns “mordaças ideológicas”. É algo tão característico de escolhas políticas que nos Estados Unidos Joe Biden decretou o uso obrigatório de máscara em propriedades federais.

É necessário concluir que a mudança no Congresso, apesar da retórica, pode fortalecer a política negacionista. Nesse caso, não se trata mais de ameaça à democracia, mas do avanço de uma política que mata.

É evidente, hoje, que dois tipos de contenção foram necessários. Um para evitar a ruptura democrática, que se tornou menos viável para Bolsonaro após a prisão de Fabrício Queiroz. Mas continua sendo necessária a contenção da política que contribui para a morte de milhares de pessoas.

O STF avançou nisso, sobretudo no momento em que definiu a responsabilidade conjunta de União, Estados e municípios. Tentou avançar em alguns outros pontos, como a exigência de uma política de proteção às populações indígenas, e solicitou também um plano nacional de vacinação. Onde foi necessário investigar diretamente a responsabilidade pelas mortes de Manaus, determinou uma investigação policial.

Mas o Congresso, disperso, agiu pouco. Aqui e ali entrou com denúncias no Supremo, mas não considerou uma tarefa coletiva deter a política de Bolsonaro e oferecer uma alternativa que pudesse salvar vidas, e não exterminá-las.

O que será agora da ação do Congresso na pandemia, com o poder nas mãos de aliados de Bolsonaro? Uma das saídas é a oposição reconhecer suas dificuldades e tentar viver este novo momento com habilidade para unir e coragem para combater os erros do governo.

Neste momento em que o poder no Congresso se concentra nas mãos de aliados de Bolsonaro, um caminho é buscar o equilíbrio por meio do encontro com a sociedade. Há pelo menos três temas que podem fortalecer esse encontro: a luta contra a pandemia, um processo organizado de vacinação e uma renovada ajuda emergencial aos milhões que ainda precisam dela.

No caso da ajuda emergencial, pode até haver uma convergência com o governo, mas é possível deixar claro que a oposição pressionou. Da mesma forma, o governo pode se convencer a vacinar, sob intensa pressão. No tratamento da pandemia as diferenças são abissais, intransponíveis. O governo nega sua importância, investe em remédios ineficazes, subestima testes e deixa que se estraguem, não sequencia nem rastreia novas variantes. E quando são descobertas, como no caso de Manaus, não existe um esboço de plano nacional para conter seu impacto.

É preciso simultaneamente evitar o sacrifício produzido pelo negacionismo e coletar provas de sua ineficácia, para ser responsabilizado adiante. Se o Congresso o blindar, existe o Supremo, se o STF não o punir, há o Tribunal Internacional.

A perda de espaço num Congresso fisiológico é menos importante do que o encontro da política com o sofrimento humano. Basta olhar para fora.

Jornalista: Fernando Gabeira – Publicado no Estadão do dia 05/02/2021

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Finalizando

“Quando um governo percebe que pode usar o dinheiro público para manipular as massas, então a sociedade está fadada a submissão”

Mário Pereira Gomes – Pensador

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Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-06/02/2021

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