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Os cinco mil irresponsáveis do Maracanã

O Governo do Rio de Janeiro, criminosamente, no auge da pandemia de COVID-19, liberou a presença de cinco mil pessoas no estádio do Maracanã para a finalíssima da Libertadores.

Um dos argumentos para embasar a decisão é o de que os presentes terão que apresentar teste negativo de COVID-19 com prazo de até cinco dias anteriores da data da partida.

Ou seja, nesse hiato entre a coleta do exame – que, obviamente, é maior do que a janela sugerida – e a presença efetiva no estádio somente a sorte poderá resolver.

Agrava-se o problema pelo fato, óbvio, de que a grande maioria dos convidados será de São Paulo – afinal os finalistas são paulistas – o que implica em exposição a riscos durante o trajeto.

Efetivamente, os irresponsáveis que aceitaram participar do evento, além de colocarem-se em risco, podem servir de transmissores da doença a parentes, amigos, funcionários, etc.

Falta de inteligência e amor a si mesmo e ao próximo.

Nós, espectadores da desgraça, somente saberemos se alguém adoeceu, morreu ou matou se estiver entre famosos que a imprensa costuma acompanhar.

Se as vítimas forem pessoas simples, que nunca pisaram no Maracanã, é grande a chance dos casos permanecerem no anonimato.

Triste episódio inserido num momento tão importante para Santos e Palmeiras.

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