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Patrimônio histórico do Corinthians é oferecido como moeda de troca para quitar dívida de dirigente

Ricardo Francisco e André Negão

O ‘Bar da Torre’, símbolo do que há de mais tradicional no Parque São Jorge, sede social do Corinthians, acaba de ser oferecido como moeda de troca para dívida pessoal de cartola alvinegro.

A história é a seguinte:

Ricardo Francisco, gerente administrativo do Timão, que obedece às ordens de André Negão, braço direito do ex-presidente Andres Sanches, contraiu grande dívida com Luiz Carlos Bezerra, vulgo ‘Lulinha’, derrotado nas últimas duas eleições corinthianas (concorreu a vice-presidente, em 2018, e a conselheiro, em 2020).

O objeto da pendência nada tem a ver com o clube.

Lulinha montou um projeto de copiadoras para Ricardo na UNIP – espécie de contrapartida por outras facilitações à Universidade no Parque São Jorge, mas nunca recebeu pelo serviço.

Após alguns anos, o calote está sendo resolvido.

Porém, às custas do Corinthians.

No início do ano, Ricardo Francisco comunicou à proprietária do ‘Bar da Torre’, há oito anos no local, que o clube reivindicava o imóvel.

A gestão do empreendimento, posteriormente, foi oferecida a Lulinha, com o maneira de encerrar o problema financeiro.

Ontem, a dupla reuniu-se com o presidente Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves para selar o acordo.

Para aceitar a ‘oferta’, Lulinha exigiu que o bar fosse aberto não apenas a associados, mas também ao público da rua.

Ou seja, o Corinthians pagaria o desacordo comercial de um de seus dirigentes.

Em sacramentada a imoralidade, Duílio repetiria comportamento de todos os demais presidentes da era ‘Renovação e Transparência’, que permitiam, a troco de apoio e demais benefícios, negócios nebulosos no Parque São Jorge.

Lulinha e Andres Sanches

O Blog do Paulinho teve acesso a áudio de conversa de Lulinha com alguns interlocutores, em que confessa a manobra e revela alguns detalhes da operação:

“Ele (Ricardo Francisco) ofereceu (o Bar da Torre) pra mim… pra mim só interessa se eu abrir para o pessoal da rua, todos os dias… que eu queria fazer… que eu achei o projeto da Roda Gigante fantástico… então a Torre seria uma Roda Gigante… se não pode abrir, pra mim não interessa”

“Ele me ofereceu por causa de uma dívida que tem…”

“Eu montei toda uma Universidade pra ele”

“E eu falei: ‘mas pra mim só interessa… eu eu também não vou trabalhar, né? Só se abrir para a rua… e fazer da Torre a Roda Gigante”

Resta saber, diante desse fatos, qual será a orientação e o comportamento do departamento jurídico do Corinthians, que prometeu, abertamente, a implementação de forte sistema de compliance na gestão alvinegra, e também dos demais órgãos, ultimamente mais preocupados em impedir a circulação do Blog do Paulinho dentro do Parque São Jorge, como se isso obstasse o leitor de saber barbaridades como a exposta nesta matéria.

Por que a sirene do Parque São Jorge não toca mais?

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Um comentário sobre “Patrimônio histórico do Corinthians é oferecido como moeda de troca para quitar dívida de dirigente

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