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Afinal, o que você deve fazer para não assediar uma mulher?

Da FOLHA

Por FLÁVIA BOGGIO

Vamos ajudar esses pobres homens que acham que têm um pepino na mão, mas o deveriam manter nas calças

Após tantas denúncias de assédio sexual, e seus autores fazendo de tudo para se esquivar das acusações, a impressão que fica é que muitos homens ainda não sabem distinguir o que configura assédio sexual.

Nos ambientes profissionais, principalmente, alguns se sentem até ameaçados por essas mulheres diabólicas que lutam por um direito tão absurdo: trabalhar em paz sem serem seduzidas ou tocadas pelos colegas. Que coisa mais desagradável, não é mesmo?

Sabemos que, para alguns homens, a vida é como o apartamento funcional do Bolsonaro, só serve para comer gente. Porém, muitos estão preocupados com seu comportamento. “Afinal, estou sendo simpático ou assediando essa mulher?” Se essa dúvida paira na sua mente, provavelmente você precisa ser isolado da sociedade e tratado.

Mas, como essa coluna também é prestação de serviço, vamos ajudar esses pobres homens que acham que têm um pepino na mão, mas deveriam mantê-lo nas calças. Afinal, o que você deve fazer para não assediar uma mulher?

Dica um: Como se aproximar de uma mulher? De novo, se você precisa desta dica, é porque tem problemas, mas vamos lá: você pode simplesmente chegar perto dela. Pode cumprimentá-la com um aperto de mão? Claro. Até mesmo com um “high five”. Sim, embora seja um pouco ridículo. Mas nunca deve apertar sua cintura, muito menos segurar seus seios ou beliscar seu traseiro.

Dica dois: como falar com uma mulher? Simples. Basta abrir a boca e emitir um som. Comece com “olá” ou “como vai?”. Mas, se falar “eita, que gostosa!”, “ê, lá em casa” ou “belos seios”, é assédio.

Dica três: como fazer para ajudar uma colega de trabalho? É muito fácil. Você pode simplesmente ajudá-la. Mas isso não lhe dá autorização para que pegue em sua perna enquanto fala ou massageá-la, mesmo que ela esteja estressada. Muito menos tirar seu membro sexual para fora e tentar abraçá-la à força. Nesse caso, não configura assédio, mas estupro mesmo.

Parece fácil, não é? Mesmo assim, muitos homens ainda reclamam: “Ah, mas que mundo chato que não dá para brincar com as mulheres nem fazer piada!”. Amigo, você não está mais no jardim da infância para brincar. Também não é comediante para fazer piada. Mesmo que fosse. A reputação de alguns homens dessa classe, infelizmente, nunca esteve tão mal.

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