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A ‘reveladora’ festa dos ‘naming-rights’ do estádio de Itaquera

Pouco após a meia-noite, os torcedores do Corinthians, que acabava de completar 110 anos de existência, souberam que o repórter Samir Carvalho, do UOL, acertou ao cravar que a ‘Hypera Farma’ comprou os naming-rigths do estádio de Itaquera, que passou, desde então, a ser tratado como ‘Neo Química Arena’, apesar de, na reta final, o presidente Andres Sanches tê-los traído ao utilizar os detalhes do acordo para negociar com um Fundo de origem chinesa.

Trata-se de compreensível parceria entre clube e empresa de hábitos flexíveis no que diz respeito à fiscalização.

O Corinthians, que, quase ao final de 2020, ainda não aprovou as contas de 2019, é chefiado por cartola acusado de receber vantagens indevidas da Odebrecht, da prática de golpes diversos no mercado, entre outras espertezas, e a ‘Hypera’ possui controlador ligado ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, que sequer pode comparecer ao anúncio pelo fato de ter solicitado, em delação premiada, a própria prisão domiciliar, flagrado que foi pela Polícia Federal em esquema de pagamento de propinas a diversos parlamentares.

Para saber detalhes sobre o assunto basta clicar no link a seguir:

Possível compradora dos ‘naming-rights’ do Corinthians é parceira de bicheiro e tem proprietário implorando prisão domicilar

Sobre a festa, se era plenamente justificável, no palco, a alegria remunerada de Dan Stulbach, Ronaldo Giovanelli e Negra Li, contratados para apresentação do evento, assim como a de Sanches, seus vices e o diretor de futebol Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves – em plena campanha presidencial, foi de fazer corar o papelão dos presidentes de CORI e Conselho Deliberativo, apesar do que se sabe sobre eles, avalizando, com direito a discursos emocionados, o comportamento do cartola que fechou contrato, de grande soma e tempo relevante, sem prévia consulta aos órgãos reguladores alvinegros.

A tese da desnecessidade de aprovação do acordo antes da assinatura, defendida, sob grande controvérsia jurídica, pelos atuais gestores, amparados na ‘esperta’ afirmação de que o negócio foi fechado pelo Arena Fundo, não pelo clube, é desmentida pelos documentos, porque o Corinthians é um dos três integrantes do apontado CNPJ e também pela própria festa, em que o único protagonista citado foi Andres Sanches.

Esclarece muito sobre a Hypera Farma o fato da empresa não ter exigido, para sua própria proteção, o aval de CORI e do Conselho do Corinthians.

Voltando à festa, se faz necessário destacar o descumprimento às normas de prevenção ao COVID-19 e também a Decreto da Prefeitura de São Paulo, com cartolas alvinegros e apresentadores contratados, todos sem máscara, trocando afagos e até microfones, com direito a Andres Sanches dizer que foi ‘estuprado’ pela parceira, que, ao menos, mandou ao palco seus diretores devidamente protegidos.

Os detalhes do acordo deverão ser conhecidos nas próximas horas, mas, se confirmados os R$ 300 milhões parcelados ao longo de 20 anos, nem de longe servirão para saldar a dívida do estádio, como apregoado por alguns.

R$ 15 milhões anuais (R$ 1,25 milhão mensal) são insuficientes para quitar as parcelas da CAIXA, na casa dos R$ 6 milhões.

E a amortização pode ser ainda menor se, dentro do contrato, os valores pagos diluírem-se entre ‘naming-rights’ e outros patrocínios, como sugerido por Sanches na apresentação da empresa.

Ou seja, o clube seguirá tendo que destinar a totalidade da renda de Itaquera ao Arena Fundo, a quem deve R$ 51 milhões (números do último Informe enviado à CVM), justamente, por calote no repasse desses ativos.


ATUALIZAÇÃO: Hipera Farma confirma valores publicados pelo blog:

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