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Possível compradora dos ‘naming-rights’ do Corinthians é parceira de bicheiro e tem proprietário implorando prisão domicilar

Timão apresenta quinto patrocinador para o uniforme nesta temporada | globoesporte.com

Ontem (27), o repórter Samir Carvalho, do UOL, cravou que o Corinthians fechou os naming-rights da Arena de Itaquera com a ‘Hypera Farma’, novo nome que a ‘Hypermarcas’ precisou adotar após envolvimento em diversos esquemas de corrupção que inviabilizaram a marca anterior.

Seu principal acionista – na verdade o dono, João Alves de Queiroz Filho, o ‘Junior’, fechou ‘delação premiada’ com o MPF, na última semana, confessando pagamento de propinas diversas a políticos, aceitando quitar a maior multa da história, na casa de R$ 1 bilhão, submetendo-se, ainda, a permanecer alguns anos em prisão domiciliar.

Ou seja, o parceiro do Corinthians, se fechado o acordo, é corrupto confesso, prestes a se tornar presidiário (o acordo está no STF para ser homologado).

Anos atrás, a Hypermarcas foi citada, diversas vezes, em relatório do MPF que apontou os crimes de Carlinhos Cachoeira, na condição de parceira do bicheiro.

Faz todo o sentido.

Vale lembrar que, há algum tempo, o departamento de compliance da Chevrolet, de maneira oficial, emitiu nota alegando que a empresa não poderia fechar acordo com o Corinthians por conta dos problemas policiais que envolviam os cartolas alvinegros.

Notoriamente, a Hypera Farma não opera com esse cuidados.

Horas depois da revelação do UOL, o presidente Andres Sanches, em mídia social, seguiu brincando de desinformar.

O bom humor do cartola se dá pela certeza, em seu raciocínio, de que, independentemente dos detalhes do acordo ou da má-fama do parceiro a ser anunciado – se, nesse caso, confirmar-se a informação do UOL – teria garantido a eleição de seus sucessor, daqui apenas três meses.

No Parque São Jorge e nas mídias sociais, sua fama, que andava meio abalada pelos fatos, sempre foi alicerçada em transações, a princípio, comemoradas e, na sequência, quase sempre lamentadas.

Exemplos não faltam, como o péssimo contrato do estádio de Itaquera, os patrocínios com empresas chefiadas por notórios bandidos – caso da ‘Universidade Brasil’ e até o acerto ‘master’ com a própria ‘Hypermarcas’, anunciado como portentoso à ocasião, mas que rendeu ao Corinthians apenas um terço de 1% de todo o montante, preenchendo os bolso de Ronaldo Fenômeno com escandalosos 99,7%.

Ontem falamos sobre isso no link a seguir:

O vergonhoso bloqueio de R$ 5 mil das contas do Corinthians para pagar ‘rolo’ de Andres Sanches, Rosenberg e Ronaldo Fenômeno

Antes de chegarmos ao histórico comercial das pessoas envolvidas com a ‘Hypermarcas’, agora ‘Hypera Farma’, objetivo dessa postagem, vale a pena reiterar que, seja qual for a empresa anunciada – no caso de erro do UOL, diferentemente do que será propagado, politicamente, pelo presidente Andres Sanches, os valores – que serão honrados mensalmente, se R$ 300, R$ 350 ou R$ 400 milhões (no contrato cheio), apesar de, por obrigação contratual, amortizarem a ‘parcela’ e não a dívida principal da Arena, estão longe de tornarem-se ‘a quitação do estádio’.

Na conta mais otimista (a dos R$ 400 milhões), a mensalidade seria de R$ 1,6 milhão.

O Corinthians tem que pagar à CAIXA quase R$ 6 milhões mensais.

Ou seja, o pagamento do restante, que o Corinthians há anos, tem protelado, e que sequer, segundo os balanços recentes, tem sobrado nos caixas alvinegros, seguiriam sendo tomados, forçosamente, dos ingressos vendidos na Arena.

Existe ainda, dentro das especulações do negócio ‘naming-rights’, a possibilidade dos valores não se referirem apenas à compra do nome da Arena, mas, segundo informações, a um ou dois lugares de patrocínio na camisa alvinegra.

Em se confirmando, se faz necessário descontar esse dinheiro do montante total (porque os espaços no uniforme seriam negociados com outras empresas, não estivessem acordados com a, em tese, Hypera Farma), fazendo cair o real recebimento de naming-rigths para menos de R$ 300 milhões, impactando no destino da amortização da Arena (o clube não é obrigado a repassar ao Fundo o dinheiro de patrocínio na camisa).

Por fim, Andres Sanches, Luis Paulo Rosenberg (que negociou o patrocínio anterior) e o dono da ‘Hypera Farma’, João Alves de Queiroz Filho, o ‘Junior’, são parceiros de longa data, o que, por si, demonstra a desnecessidade de pagamento de qualquer eventual comissionamento que vier a ser cobrado, oficialmente, na operação.

Ou seja, ninguém indicou a empresa ao Corinthians – ela já estava na carteira.

Conselho Deliberativo e CORI, em aprovando o contrato de ‘naming-rights’, se de fato a parceria se der com a ‘Hypera Farma’, tem obrigação de desaprovar qualquer comissionamento a terceiro, que, provavelmente, seria fruto de fraude.

Resta saber se, nesses termos, o negócio ainda interessará à presidência do Corinthians.


Junior

Os rolos da Hypermarcas

Réu confesso por corrupção, com delação premiada assinada com o MPF, João Alves de Queiroz Filho, o ‘Junior’, é parceiro de longa data do bicheiro Carlinhos Cachoeira, através do laboratório ‘Vitapan’, que tinha um dos sócios da Hypermarcas inserido no contrato social.

A relação de todos eles consta das milhares de páginas do relatório do MPF sobre as investigações do negócios do notório contraventor.

Junior foi investigado pela CVM, também, por suposta fraude na aquisição do controle da Hypermarcas, que se deu, irregularmente, através da holding ‘Monte Cristalina’, da qual mantinha controle absoluto.

Dentre diversos negócios do empresário, estava a compra de 25% das ações do UOL, que acabaram por encorpar sua fortuna por conta do sucesso da operação ‘Pag-Seguro’.

Porém, no último mês, a empresa negociou a recompra de boa parte do percentual de Junior na empresa.

O UOL possui agora 86%, enquanto o empresário, dizem, teria algo em torno de 10%.

Voltando ao passado, em 2011, Junior foi flagrado pelo Banco Central do Brasil pelo ingresso de US$ 130 milhões, oriundos da WARUNG INVS TTD, das Ilhas Cayman (paraíso fiscal).

Tanto no caso da CVM quanto no do BC, o pagamento de substanciais multas, até então, afastaram-no das consequências dos deslizes.


Íntegra do relatório do MPF sobre os crime do bicheiro Carlinhos Cachoeira com diversas citações de parcerias com a ‘Hypermarcas’

Cachoeira – hypermarcas

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2 comentários em “Possível compradora dos ‘naming-rights’ do Corinthians é parceira de bicheiro e tem proprietário implorando prisão domicilar”

  1. Blogueiro, segundo sua matéria, o melhor é seguir como estava e, não vender o naming rights? Disfarce, já está ficando feio. Morde as costas e siga chamando como vc faz de “Arena de Itaquera” kkkk

    Paulinho: Nunca é adequado fazer negócio com esse tipo de gente

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