São Marcos e o Corinthians

Nos últimos meses, o ex-goleiro Marcos, democraticamente, tem publicado no Instagram seus pensamentos sobre política, quase todos em defesa do governo Bolsonaro.
Uma aberração pior que a outra.
Mas é direito dele fazê-lo – como o faz.
Por conta dessas manifestações, o ídolo palestrino tem enfrentado a ira de muitos, inclusive de palmeirenses.
Num desses episódios, já no limite da paciência, Marcos declarou que quase foi para o Corinthians, em 2005, período em que teria recebido proposta de Kia Joorabchian, atraves da parceria do clube com a MSI.
Afirmou que recusou a oferta, mas que, nos dias atuais, diante do comportamento de torcedores palmeirenses, repensaria:
“Talvez hoje jogaria sim, vendo que para uma parte da torcida é só fazer alguns jogos e beijar o escudo e já vira ídolo”
Depois, diante da repercussão, afirmou que o Palmeiras queria vendê-lo, mas ele não quis sair.
Marcos esqueceu-se, porém, doutro episódio, em 2001, quando chegou a negociar, de fato, sua transferência para o Timão.
Nessa época ele queria jogar no clube de Parque São Jorge.
Se o negócio tivesse sido fechado, São Marcos, provavelmente, não seria o ‘santo’ do Palmeiras, ‘título’ conquistado após as sequenciais eliminações impostas ao Corinthians, em anos posteriores.
Em janeiro de 2012, quando o goleiro abandonou a profissão, Roque Citadini, que era o diretor de futebol alvinegro à época, relembrou o caso, em mídia social:
“Na entrevista que esta na UOL ele diz que houve trativas do Corinthians para contrata-lo”
“Confundiu a data”
“Foi em 2001”
“Com a nova lei (então iniciando) ao terminar seu contrato estaria livre”
“O Corinthians (na época em parceria com HMTF) fêz uma proposta”
“Creio que melhor da que fazia o Palmeiras”
“Mas a direção do Timão entendia que se o jogador viesse (sem acordo com a direção do Palmeiras) teríamos uma guerra sem fim”
“Com isso o Corinthians passou a tratar da volta do Dida”
“O que acabou ocorrendo”
“Naquele episodio Marcos teve um comportamento digno”
“Que eleva o respeito pelo atleta.”
