Corinthians aplica novo calote em escultor da estátua de Sócrates

Desde 2016, o Corinthians mantém, no Memorial do Parque São Jorge, uma estátua do Dr. Sócrates, embora o presidente Andres Sanches e boa parte de seus dirigentes nunca tenham, efetivamente, gostado dele.
Política oportunista, apesar da homenagem merecida, para agradar torcedores e associados, que, por razões evidentes, idolatram o Magrão.
Porém, a reverência vem sendo realizada com chapéu alheio.
Pior: literalmente através de ‘chapéu’.
O autor da estátua, Laércio Alves da Silva, ingressou com ação judicial contra o clube, cobrando R$ 300 mil, a título de danos morais e materiais, além da devolução da estátua, utilizada sem autorização.
Apesar do Corinthians ter vendido a história, dentro da agremiação e também publicamente, de que havia comprado a obra, tratava-se de um aluguel, que o Timão não honrou e nem aceitou devolver após o calote.
A princípio, Laércio, a pedido da diretoria alvinegra, emprestou a estátua, por seis meses, para exposição dentro do Parque São Jorge.
Findado o período, o objeto foi retirado.
Posteriormente, o clube procurou, novamente, o autor da obra, que concordou em alugá-la pelo simbólico valor de R$ 250 mensais.
Nunca recebeu.
Laércio solicitou a estátua de volta, mas não foi atendido.
Em meio à confusão, o busto de Sócrates segue em exposição do Parque São Jorge, sendo utilizado em diversos eventos comemorativos, muitos com cobrança de ingressos.
No ano passado, Corinthians e Laercio, para evitar o constrangimento judicial, entraram em acordo, com promessa do clube de honrar os compromissos de maneira parcelada.
A vergonha ampliou-se.
O Timão manteve o calote e a Justiça determinou que o processo seguirá adiante, certamente com desdobramentos ruins para o alvinegro que, ao propor o parcelamento, assinou a confissão de dívida.
