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Balanço do Corinthians erra ao listar apenas receitas de ingressos como dinheiro a ser repassado ao Fundo

Em recente balanço, o Arena Fundo FII declarou que o Corinthians deixou de repassar-lhe R$ 46,9 milhões, referentes a todas as arrecadações oriundas do negócio estádio de Itaquera.

A obrigatoriedade é prevista em contrato.

Para mais detalhes basta clicar no link a seguir:

Balanço Financeiro coloca Arena Fundo FII e Corinthians em rota de colisão (com documento)

O Corinthians, em seu demonstrativo, diz dever apenas R$ 10,8 milhões.

Uma diferença de R$ 36,1 milhões na avaliação.

De posse de ambas as contas, o Blog do Paulinho encontrou ‘o pulo do gato’.

Em Nota Explicativa, o Fundo justifica a cobrança:

“O Fundo possui “Rendas operacionais a receber” originados dos direitos emergentes isto é, dos direitos do Fundo relativos à exploração econômica da Arena,
incluindo, sem limitação, as receitas auferidas com a venda dos camarotes corporativos, cadeiras especiais, ingressos vendidos por temporada, e demais assentos VIPs, bilheteria, e demais receitas extras, bem como todo e qualquer tipo de patrocínio associado direta ou indiretamente a Arena, incluindo, as receitas de estacionamento, publicidade e de outros eventos de conteúdo esportivo e não esportivo realizados na Arena e demais direitos creditórios de qualquer natureza atrelados à Arena, no montante de R$ 46.997″

Ou seja, todo e qualquer dinheiro oriundo do estádio tem que ser repassado, na íntegra, aos gestores, não apenas as vendas de ingressos para jogos de futebol.

Vale lembrar, esse acordo foi costurado pelo atual presidente do Corinthians, Andres Sanches, em conjunto com o ex-vice, Luis Paulo Rosenberg, mas assinado pelos sucessores, Mario Gobbi e Roberto Andrade (os aditivos), além do ex-diretor de finanças Raul Corrêa da Silva.

No balanço do Corinthians, porém, a demonstração de dívida com o Fundo demonstra-se equivocada.

O clube insere apenas a receita com venda de ingressos.

Os demais negócios, não listados em página alguma do documento, são administrados pelos membros do ex-grupo ‘Fora Dualib’, agora “Preto no Branco”, quase sempre sob controle do diretor adjunto de futebol Eduardo ‘Gaguinho’ Ferreira.

Segundo o Corinthians, foram arrecadados, nos últimos 12 meses, R$ 62,3 milhões em ‘receita bruta de jogos’, discriminadas, no mesmo balanço, também como ‘arrecadação de jogos’, esclarecidas, apenas, no item “repasse bilheteria – Fundo”, que é bem específico, indicando dívida de R$ 39,2 milhões.

Ou seja, apenas ingressos.

Para chegar a esse valor, o Timão descontou R$ 23,1 milhões apontados como “despesas de borderô”.

Depois, dos R$ 39,2 milhões, o Corinthians diz ter quitado R$ 28,3 milhões, restando, então, o valor de R$ 10,8 milhões.

Conforme explicado previamente, a base da conta, que é o acordo contratual da construção do estádio, não está observado nas demonstrações, o que, por si, envenena qualquer análise desse documento.

Em síntese, o balanço do Corinthians, estruturalmente aprovado pelo Conselho Fiscal, está equivocado, o que sugere a possibilidade das contas do Fundo estarem corretas.

Fato é que existe uma enorme diferença, de R$ 36,1 milhões (segundo as contas do Arena Fundo), que precisa ser melhor detalhada.

Talvez a empresa RSM, auditora dos dois balanços (apesar de possuir ligações com o ex-diretor de finanças alvinegro, Raul Corrêa da Silva), possa esclarecer, se convocada pelo Conselho Deliberativo do Corinthians, que, pela primeira vez, desde que o estádio foi inaugurado, terá a possibilidade de comparar, se assim desejar, ambas as demonstrações financeiras.

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