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Corinthians, OMNI, os anéis e os dedos

aneis

Há pouco mais de uma semana da votação do impeachment, a Arena Itaquera S/A, com anuência do Corinthians, rompeu controverso contrato (que tinha prazo de dez anos) com a não menos polêmica OMNI (ligada a Andres Sanches) para gerenciamento do estacionamento do estádio em Itaquera, local em que predominantemente os torcedores não levam seus carros, utilizando-se de metrô (existem duas estações próximas).

Dentre os negócios com o Corinthians, certamente o menos lucrativo da empresa, responsável pela confecção e venda dos ingressos para partidas do alvinegro (Fiel Torcedor), pelo sistema de catracas (no estádio e no clube), pelo teatro no Parque São Jorge e também do software de cobrança das mensalidades de associados.

Somente pelos tickets, a OMNI embolsa 50% da arrecadação alvinegra (no início era 70%), enquanto o Palmeiras, para o mesmo serviço, paga apenas 20%.

Dizia o velho ditado que “vão-se os anéis, mas ficam os dedos”.

O objetivo óbvio da manobra era dar a impressão a torcedores, associados e conselheiros que o presidente do Corinthians, pressionado ou não, teria agido para preservar os direitos do clube, quando o estacionamento, no momento, não correspondia a 5% do que a empresa arrecadava em cima do Timão.

Nesse contexto, há ainda quem acredite que o fator motivador para rompimento, segundo versão oficial, amigável (inimaginável para quem até mudou o objeto social em adequação a um empreendimento que iniciou em irregularidade) seria um aviso de Andrade a Andres Sanches do que estaria por vir se a falta de empenho em ajudá-lo a safar-se do impeachment persistisse.

Pelo que se viu no último final de semana, no Parque São Jorge, com a divisão de pensamento dos correligionários do deputado diante do dilema do atual presidente, o panorama permaneceu inalterado.

O procedimento, que seria relevante, angariando credibilidade à gestão, se a OMNI, definitivamente, tivesse sido afastada do Corinthians (não é o caso) serviu ainda para novos questionamentos de oposicionistas, que alegam ter Roberto se comprometido, na última reunião do Conselho Deliberativo, a submeter ao órgão qualquer negociação do estádio, o que não aconteceu, mais uma vez, neste episódio (que, além do mais, encerrou-se com a contratação doutra empresa para gerir o estacionamento, sem que ninguém saiba valores, tempo e condições de contrato, etc.).

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