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Faltam 1.049 dias para a descarga

Da FOLHA

Por CLAUDIA TAJES

A cada amanhecer, um risquinho a menos na parede

Que curriola esse governo, hein? Curriola: bando, corja, súcia. Há quem escreva corriola, eu prefiro com cu. Fica mais na linha das cagadas dessa cambada, escória, canalha. Esse governo tem disso, desperta o que há de mais escatológico no vivente.

Falta de caráter, motivações dinheiristas, interesses ilícitos, acordos escusos, a história também é feita dessas baixezas. Nossa história é feita delas. Mas até na escrotice havia um pouco de humanidade. De generosidade, até.

Agora acabou. Caímos na mão de uma gente tosca, desclassificada, mentirosa. Ah, são toscos, desclassificados, mentirosos, mas a pujança do país compensa. Arrã. Pujante, nesses dias, só a estupidez. Essa viceja, espiga, prospera.

Tanto quanto o Bolsolíder é imbrochável, os Bolsopárias à sua volta são imparáveis. Duas certezas: a morte e que um deles vai defecar pela boca hoje.

O Twitter virou latrina. O microfone é uma privada pública. O Sinistro da Economia festeja o dólar a quase R$ 5 porque acabou com a farra das empregadas na Disney. Procura-se doméstica que tenha se esbaldado na Disney a passeio. A trabalho, de uniforme, para cuidar dos patrõezinhos enquanto os patrõezões compravam um Romero Brito na loja do parque, não vale.

Dá a impressão de que o Sinistro passou algumas décadas em uma câmara de gelo, esperando a hora de ser resgatado. Quando descongelou, além dos ternos bege de ombreiras, veio com uma coleção de conceitos de envergonhar os pioneiros do liberalismo. É a última moda em andar para trás.

Na categoria excrementos –perdão, excrescências–, figuram os machões de aluguel. São tantos. Daria para fazer várias sequências de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, algumas na versão pornô.

Uma dupla do baralho para estrelar uma das continuações seria a formada por Hans River Rios, que dispensa pseudônimo, e pelo Bolsobaby 03, de ignorância inversamente proporcional aos seus dotes. É o que se diz nos bastidores.

A parte boa é que seria um filme de tribunal, os dois condenados por caluniar a honra de uma jornalista que, ao contrário deles, tinha as provas do que dizia.

Talvez não ganhasse o Oscar, mas o país ganharia um fôlego para esperar os 1.049 dias que faltam para puxar a descarga.

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2 comentários em “Faltam 1.049 dias para a descarga”

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