A renúncia de Wagner Pires de Sá

O torcedor do Cruzeiro tem razões de sobra para comemorar a renúncia do presidente Wagner Pires de Sá, que ‘vendeu’ o departamento de futebol a agentes de jogadores e permitiu que o clube, novamente, fosse assombrado pelo dono do afamado ‘helicóptero do pó’.

A segunda-divisão e a catástrofe financeira eram resultados previsíveis diante desse deplorável contexto de promiscuidade.

Porém, soubemos, existe um acordo, motivador do afastamento ‘voluntário’ do presidente, que não pode ser permitido pelos que dizem amar a agremiação: o Cruzeiro teria concordado em fechar os olhos para os desmandos passados, não pedir ressarcimento e evitar contribuir às investigações policiais.

Em sendo verdade, o clube, novamente, será prejudicado.

Os responsáveis pelo assalto ao Cruzeiro, ocasionador do maior vexame esportivo de sua história, não podem se safar, enriquecidos, enquanto a agremiação sucumbe em desgraça e terá que se virar, sem dinheiro, para retornar a seu lugar na Série A do Brasileirão.

Renúncias e afastamentos não ocasionam maiores constrangimentos a determinados tipos de pessoas, mas tomar-lhes o que, ainda que indevidamente, possa ter adentrado em seus bolsos, certamente.

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