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O triste horizonte que se apresenta à Seleção Brasileira de Futebol Feminino

Vadão, Michele Ramalho e Marco Aurélio Cunha

A Seleção Brasileira feminina, eliminada ontem da Copa do Mundo após superar todos os seus limites e perder por apenas um a zero, na prorrogação, para uma França quem tem como base um Lyon tetra-campeão da Champions League, está de parabéns.

As atuações individuais de Marta, Formiga, Cristiane e demais companheiras, não apenas tecnicamente, mas, principalmente, na entrega dentro de campo, comoveu aos torcedores, cada vez mais desacostumados com esse tipo de comprometimento.

Por pouco, apesar da superioridade adversária, não seguiram adiante no Mundial.

Porém, a luta destas jogadoras, em parte superada no torneio, entre outras coisas, é manter a motivação diante de tanta incapacidade diretiva, beirando o descaso, que cerca o futebol feminino no Brasil.

A CBF, há alguns anos, delegou a gestão da modalidade ao cartola tricolor Marco Aurélio Cunha, que conseguiu a proeza de regredir conquistas, fora de campo, de uma geração marcada, entre outras coisas, por possuir Rainha Marta, a melhor jogadora de todos os tempos.

Foram dele, e de mais alguns na Casa Bandida, diversas decisões equivocadas no departamento, entre as quais a demissão de uma treinadora querida pelas atletas – que chegaram a boicotar convocações, em protesto – e a inexplicável escolha de Vadão, profissional fracassado, oriundo do futebol masculino, para ocupar a vaga.

Nem mesmo as nove derrotas seguidas em amistosos, antes do Mundial, e a equivocada decisão de cancelar outros, preparatórios ao torneio, foram suficientes para a cartolagem cebeefiana demiti-lo, o que é realmente suspeito.

O Brasil, apesar disso, realizou uma Copa do Mundo digna, mas claramente alicerçada em individualidades, já que o coletivo inexistia.

Mais desalentador do que a eliminação do torneio é não vislumbrar futuro promissor para o futebol feminino brasileiro, condenado a ser administrado pela incompetência da CBF e que não terá, daqui poucos anos, os alicerces Marta, Formiga e Cristiane, tampouco possui peças para repô-las à altura.

Em tempo: para chefiar a delegação, a CBF levou Michele Ramalho, presidente da Federação Paraibana de Futebol, íntima de Marco Polo Del Nero e, assim como ele, suspeita de diversas imoralidades.

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1 comentário em “O triste horizonte que se apresenta à Seleção Brasileira de Futebol Feminino”

  1. O futebol feminino no Brasil tem tudo para dar certo. Mas para isso algumas coisas tem que ser totalmente descartadas.

    Começando por exemplo com o clubismo…

    Um sistema de clubes tradicionais para o futebol feminino será a maior burrice que pode acontecer.

    Uma lei obrigando os clubes tradicionais a terem um elenco de futebol feminino mostra como o despreparo é obvio para aqueles que dizem se importar com o futebol das meninas. Os clubes de futebol já estão falidos, obriga-los a terem uma versão feminina demostra despreparo e estupidez.

    Acredito que para dar certo o futebol feminino deve ser criado através de bairros. Clubes de bairros.

    De cara, para facilitar a arrecadação, comerciantes dentro desses bairros onde serão fundados esses clubes, podem ajudar financeiramente os mesmos a terem uma estrutura inicial.

    Empresários, empreendedores e comerciantes desses bairros que ajudarem financeiramente os clubes femininos de bairro, ganhariam abatimento no imposto de renda ou em impostos (sendo até ausentados) assim que eles viessem a cooperar.

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