São Paulo se afunda na imoralidade

A tentativa do presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, Olten Ayres de Abreu, de destituir os integrantes da Comissão de Ética justamente quando é réu em procedimento disciplinar interno foi, além de imoral, politicamente desastrosa.
Pior ainda foi a substituição desses membros por outros ligados ao seu próprio grupo político.
É o réu escolhendo os próprios juízes.
A posterior decisão do vice-presidente do Conselho, João Farias, reconhecendo o impedimento de Olten para atuar no caso e restaurando a composição original da Comissão de Ética serviu para amenizar o constrangimento.
O São Paulo tenta sobreviver em areia movediça.
Quanto mais os cartolas se mexem, mais o clube afunda.
Desde Carlos Miguel Aidar, afastado da presidência tricolor sob acusações de corrupção, mas ainda influente no insalubre ambiente político interno da instituição, o São Paulo jamais reencontrou o rumo que, outrora, o transformou em referência de gestão no futebol brasileiro.
