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Jornalismo sofrerá com “Estado Miliciano” defendido pela família Bolsonaro

Tempos atrás, uma equipe de reportagem do jornal “O Dia” (repórter, cinegrafista e motorista), do Rio de Janeiro, foi torturada pelo período de sete horas por milicianos que dão as cartas na favela de Matan, no bairro do Realengo.

Choques elétricos, socos e pontapés foram desferidos.

O repórter chegou a ser submetido a uma sessão de “roleta-russa”, em que dois tiros foram disparados próximos a seu ouvido, mas, por sorte, encontraram a parte vazia do “tambor” da arma, livrando-no da morte.

A milícia é formada por policiais (civis e militares) que controlam, sob opressão, criminosos menores, com objetivo de enriquecimento.

Por vezes atuam também “a la carte”‘, contratados como pistoleiros, cobradores, justiceiros, entre diversos ofícios possíveis, à serviço de empresários, políticos, criminosos endinheirados e demais lamentáveis.

Engana-se quem pensa que somente o Rio de Janeiro estaria dominado por essas quadrilhas de marginais com distintivos.

Todas as cidades relevantes do país sofrem com o problema, pouco divulgado pela mídia, que teme represálias como as sofridas pelos jornalistas de “O Dia”.

Em São Paulo, por exemplo,  Blog do Paulinho foi vítima, em diversas oportunidades, da ação se policiais que representavam interesses de terceiros no exercícios de seus ofícios.

Num dos casos, em 2009, policiais invadiram minha residência, sem mandado nem razão para tal, tudo indica, à pedido de dirigentes do Corinthians, obrigando-me a requisitar a Policia Militar (no momento em que esmurravam a porta), que, com o barulho das sirenes, tratou de espantá-los (fugiram).

O caso foi noticiado em coluna de Wagner Vilaron, do Diário de São Paulo:

Meses após, policiais civis entraram na Cantina Giggio, no bairro do Brás, em que encontrava-me jantando num encontro da “Confraria dos Churumelas” e deram-me voz de prisão, sem porém apresentar qualquer justificativa ou documentação para tal.

No local, estava, entre diversos conselheiros do Corinthians, a advogada Mirian Athie, que levantou-se da cadeira e questionou a operação, levando os milianos a fugirem, na sequência, evidenciando a má-intenção.

Depois, em 2015 e 2018, em episódios que resultaram em arbitrárias prisões, policiais, segundo informações dos próprios, cumpriam ordens de dirigentes esportivos, desembargadores co-ligados e demais poderosos ao promoverem campanas não apenas neste jornalista, mas também em meus familiares.

O Blog do Paulinho tem a prova, documental, de que foi pesquisado, indevidamente, no período de um ano, em mais de 200 oportunidades, seja em terminais de delegacias, como também em gabinetes do TJ-SP (publicaremos, em breve).

Se antes, diante da contrariedade governamental, os milicianos atuavam às sombras, desde o início de 2019, acolhidos e defendidos, há anos, pela família Bolsonaro (inclusive pelo presidente, Jair), tendem a ousar mais.

A solução, diante da falta de perspectivas melhores, é a união da imprensa para noticiar a atuação dessa gente e cobrar punições duras, não apenas aos policiais travestidos de bandidos, mas também a quem os financia, acoberta ou omite-se diante de seus crimes.

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1 comentário em “Jornalismo sofrerá com “Estado Miliciano” defendido pela família Bolsonaro”

  1. Paulinho, você foi contaminado pela mediocridade da imprensa esquerdista… O episódio com os jornalistas do O Dia ocorreu há mais de 10 anos! 10 anos!!!! O que o Bolsonaro tem a ver com isso?? Tenha um mínimo de decência e se corrija!!!

    Paulinho: a informação foi corrigida… tenho decência, não apoio milicianos

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