Clodoaldo, Pelé e Giovanni

Em 1994, após estourar como grande promessa no Pará, o talentoso Giovanni chegou ao Palmeiras para período de testes, mas pediu para retornar por conta do clima (frio) e da falta de praia.
Seu agente à época, às pressas, conseguiu que o Santos lhe desse oportunidade.
Clube tão grande quanto o Verdão, o Peixe, situado no litoral paulistano, agradou ao meio-campista.
À princípio emprestado, Giovanni logo demonstrou ser diferenciado, e os dirigentes do Santos decidiram comprá-lo.
O valor ? R$ 300 mil.
Sem dinheiro em caixa, os cartolas bateram na porta de Pelé, que emprestou R$ 150 mil, com outros conselheiros cotizando-se para quitar o restante do valor, soubemos, a maior parte dos bolsos de Clodoaldo.
Um meio de campo respeitável: Clodoaldo, Pelé e Giovanni, jogaram pelo Peixe sem nunca pisarem juntos no gramado.
O tempo passou, o meia brilhou e o Barcelona retirou-lhe da Vila pagando R$ 8 milhões.
Todos receberam a parte proporcional ao investimento, menos Pelé, que, em vez dos R$ 4 milhões a que, supostamente, teria direito, pegou apenas os R$ 150 mil que emprestou ao clube, sem cobrar juros, deixando o restante nos caixas alvinegros.
