A arbitragem brasileira na Copa do Mundo

Imagem: IA

O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio teve atuação impecável no jogo de abertura da Copa do Mundo dos EUA.

Seguro nas decisões e corajoso nas expulsões.

Até mesmo sua criticada pronúncia do inglês para comunicar ao público as conclusões do VAR pode ser relevada, porque o que importa, de fato, é a comunicação dentro de campo, realizada com apito e cartões amarelos e vermelhos.

O restante é pirotecnia.

A dúvida, que permeia todas as Copas do Mundo — em regra, os árbitros brasileiros atuam bem nos Mundiais — é a mesma: por que o desempenho desses mesmos personagens não é semelhante por aqui?

Elementar.

Na Copa do Mundo, a preocupação maior é aplicar as regras.

No Brasil, os interesses em jogo e o temor de, ao contrariá-los, receber punições invisíveis, como a ausência nas escalas, acabam por dividir a atenção do árbitro com seus afazeres principais.

Abandonados por sindicatos e federações, eles optam pela sobrevivência na profissão — salvo raríssimas exceções.

Facebook Comments

Posts Similares

3 Comentários

  1. Na Copa os jogadores pensam apenas em jogar. De fato há Fair Play, um respeito ao jogo. São poucas simulações na Copa. Aqui o goleiro faz uma defesa e fica caído pedindo atendimento médico. Técnico briga até por lateral. Jogadores se jogam o tempo todo …

  2. Desempenho técnico e disciplinar que ele deveria ter nos jogos do Brasileirão.

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.