A arbitragem brasileira na Copa do Mundo

Imagem: IA

O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio teve atuação impecável no jogo de abertura da Copa do Mundo dos EUA.

Seguro nas decisões e corajoso nas expulsões.

Até mesmo sua criticada pronúncia do inglês para comunicar ao público as conclusões do VAR pode ser relevada, porque o que importa, de fato, é a comunicação dentro de campo, realizada com apito e cartões amarelos e vermelhos.

O restante é pirotecnia.

A dúvida, que permeia todas as Copas do Mundo — em regra, os árbitros brasileiros atuam bem nos Mundiais — é a mesma: por que o desempenho desses mesmos personagens não é semelhante por aqui?

Elementar.

Na Copa do Mundo, a preocupação maior é aplicar as regras.

No Brasil, os interesses em jogo e o temor de, ao contrariá-los, receber punições invisíveis, como a ausência nas escalas, acabam por dividir a atenção do árbitro com seus afazeres principais.

Abandonados por sindicatos e federações, eles optam pela sobrevivência na profissão — salvo raríssimas exceções.

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