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Você compraria um carro usado do Queiroz ?

No limite da transgressão pela obrigatoriedade de prestar esclarecimentos ao MPF sobre movimentações financeiras suspeitas que parecem ter parado, em boa parte, no bolso dos “Bolsonaros”, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flavio, filho do Presidente eleito, se viu obrigado a aparecer no intuito de justificar seus procedimentos e também o estranho sumiço dos últimos dias.

Para tal escolheu falar ao SBT, emissora que, ao lado da Record, utiliza o jornalismo como assessoria de imprensa informal de Jair Bolsonaro e seus comandados.

Ficou pior a emenda que o soneto.

Mal ensaiada, a explicação de que a dinheirama originou-se da venda, ao que se vê, informal de veículos, além de pouco crível, não revela a necessidade dos depósitos estranhos a terceiros, entre os quais a esperta mulher do Presidente, outra que se deu bem, financeiramente, no gabinete do ainda futuro companheiro quando este era deputado.

Para quem é “homem de negócios” e “faz dinheiro” – palavras de Queiroz na entrevista, é estranho também ter tomado recursos emprestados, não contabilizados e nem declarados em imposto de renda pelas partes – outra versão bem frágil – do Presidente, assim como ter atrasado as parcelas.

Tamanhas inconsistências e furos nas histórias entrelaçadas, de todas as partes envolvidas, transformou-se em prato cheiro para o MPF, se houver empenho, elucidar a verdade.

O caminho é simples:

  • checar nos cartórios quantas vezes Queiroz utilizou a autenticação de DUTs (documentação dos veículos);
  • a grosso modo, para movimentar R$ 1,2 milhão, Queiroz teria que ter negociado entre 50 e 120 carros (um a cada quatro dias) no período de um ano, tudo isso em meio à obrigatoriedade de cumprir suas funções no gabinete de Flávio Bolsonaro;
  • listar origem dos veículos e todos os compradores;

As justificativas de Queiroz, que fizeram este jornalista lembrar-se do treinador V(W)anderlei(y) Luxemburgo – outro que, em determinado momento da vida, tratou seu dinheiro como originário da compra e venda de veículos – principalmente a busca de esconder os fatos na informalidade (empréstimos de boca, negócios sem razão social, etc) remetem à hábitos típicos de quem, como seus patrões, por anos podem ter sobrevivido de pequenos desvios de conduta, pouco ou nada interessantes, até então, para a cobertura da mídia, típicos de quem sempre circulou no baixo clero da política.

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3 comentários em “Você compraria um carro usado do Queiroz ?”

  1. Não compraria carro de político ou ligado a qualquer político.

    Antes que algum idólatra, ou inocente útil, ou obtuso, ou tolo, ou Maria vai com as outras, ou cúmplice, ou inútil qualquer fale que, tem que colocar o PT em situações que envolvam suspeições, é que, não tem como esquecer o que o partideco fez recentemente.

    Atenção Lulatubbies e esquerdotubbies o mundo real existe!!!!

    É normal partido político ter em seu estatuto o artigo abaixo?

    http://www.pt.org.br/wp-content/uploads/2016/03/ESTATUTO-PT-2012-VERSAO-FINAL-alterada-outubro-de-2015-2016mar22.pdf

    Páginas 42 – 43 – 44, principalmente os artigos 185 e 186 entre outros!!!

    Pensem

    Em tempo, faz três eleições seguidas que não consigo votar em segundo turno por falta de candidato que me passe confiança. Nas duas anteriores antes dessas três, ainda consegui votar, mas não no PT é claro!!!

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